Produção

Arranjos Produtivos Locais porder caminho para pequenos produtores

Empresas do mesmo segmento têm vantagens operacionais que garantem mais competitividade e podem contar com incentivos

 

postado em 02/01/2017 | Há 6 meses

Da Redação

O Governo de Minas Gerais está investindo em uma nova política pública de fomento aos Arranjos Produtivos Locais (APL) - conjunto de empresas de um segmento produtivo, localizadas na mesma região, trabalhando de forma cooperada e sinérgica.

Na prática, o Governo quer que mais empresas tomem conhecimento das vantagens de ser tornar um Arranjo Produtivo Local, tendo como foco o fortalecimento e ordenamento da economia local.

Responsável pelo reconhecimento dos APLs em Minas Gerais, a Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif) quer incentivar a diversificação produtiva e o fortalecimento dos diferentes segmentos econômicos nos 17 territórios de desenvolvimento.
O objetivo do projeto é não apenas reconhecer os APLs, mas também fomentar o nascimento de novas empresas dentro da lógica de Arranjo Produtivo Local. O incentivo representa o esforço do Estado em planejar e investir em melhorias, como obras de infraestrutura e escoamento da produção.

“Minas Gerais possui vários aglomerados de empresas com grande possibilidade de serem reconhecidos como APL, desde setores menos estruturados até outros mais organizados”, afirma o secretário da Seedif, Fábio Cherem.

Para dar representatividade aos diferentes grupos com vocações para APLs, o Estado pretende instituir ações articuladas com parceiros, como a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Câmaras dos Dirigentes Lojistas (CDLs), Sebrae e Associações Comerciais, visando ao fortalecimento dessas empresas e à geração de emprego.

Hoje Minas Gerais possui 38 Arranjos Produtivos Locais reconhecidos pelo Governo do Estado. Um dos casos de sucesso no setor é o APL de lingerie na cidade de Juruaia, no Sudoeste do estado. A iniciativa transformou o município de 10 mil habitantes na capital mineira do lingerie, e o terceiro maior polo de produção do país.

De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Juruaia (Aciju), são cerca de 250 confecções instaladas na cidade, que geram cerca de 8 mil empregos, movimentando o mercado de trabalho local e dos municípios do entorno.

As vendas do setor chegam a aproximadamente 1,5 milhão de peças por mês e o faturamento gira em torno de R$ 15 milhões. O APL de lingerie, que responde por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, produz anualmente cerca de 20 milhões de peças.

O segmento gera lucro para quem fabrica e também para quem revende. As grandes oportunidades de negócios estão nas feiras que atraem compradores do Brasil inteiro e de países como Holanda, Portugal, Argentina, Alemanha, Canadá e Austrália.

“Buscamos sempre inovar e nos destacar na moda íntima do país. Fomos descobertos e hoje todos sabem que nossos produtos têm design diferenciado e um bom preço aliado à qualidade”, destaca Tânia Mara Rezende, presidente da Aciju.
 
Vantagem competitiva

Com a produção organizada a partir de regiões, a estruturação do APL não só cria uma identidade para o grupo de empresas mas também propicia uma série de benefícios. O segmento passa a participar de políticas públicas dos governos federal e estadual, desenvolvidas especificamente para os Arranjos Produtivos, como editais de financiamento e linhas de crédito subsidiadas.
De acordo com Fernando Passalio, Coordenador Estadual do Núcleo de APL, o “Arranjo Produtivo Local é uma das ferramentas importantes para o fomento de cadeias produtivas e do desenvolvimento econômico das regiões”.
Com vocação natural para determinado setor e a concentração de empresas em uma mesma região, para se tornar um APL é necessário ter ou criar uma entidade de governança (sindicato, instituição de ensino, prefeitura ou outra entidade representativa do setor) para liderar as ações do grupo.

Aglomerados de empresas de um mesmo setor só se tornam um APL depois de serem certificados pelo Governo do Estado. Para que isso aconteça, é preciso que a entidade de governança solicite uma análise do processo e o reconhecimento do APL.

Serviço:

O pedido da certificação poderá ser feito por ofício direcionado à Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais, localizada na Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais - Rodovia Papa João Paulo II, 3777. Serra Verde, Belo Horizonte.  Também poderá ser enviado por e-mail (fernando.passalio@desenvolvimento.mg.gov.br).
Mais informações pelo telefone: (31) 3915-2901.

 

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