Tecnologias

Em 20 anos de adoção, biotecnologia revolucionou a agricultura da Argentina

Desde sua introdução em 1996, a biotecnologia agrícola gerou ganhos de 126,9 milhões de dólares para a Argentina

 

postado em 28/12/2016 | Há 4 semanas

De acordo com estudo conduzido pelo pesquisador Eduardo Trigo e divulgado em dezembro de 2016, a adoção da biotecnologia agrícola na Argentina, ao longo de 20 anos (1996-2016), resultou em um benefício acumulado de 126,9 milhões de dólares. Desses ganhos gerados pela adoção dos organismos geneticamente modificados (OGM), 68% ficou com o setor produtivo, 26% com o governo (por meio de arrecadação de impostos com exportações) e 8% com os desenvolvedores das tecnologias (empresas de sementes e de defensivos químicos). O estudo indica ainda que, nesse período, o uso da biotecnologia agrícola gerou mais de 2 milhões de postos de trabalho.
 
O levantamento também menciona que houve benefícios ambientais. Com a sinergia que existe entre a adoção da transgenia na agricultura e o plantio direto, considerando que a primeira tem potencial de aumentar a produtividade e a segunda é uma prática que preserva o solo, há registros de redução na emissão de gases de efeito estufa e de sequestro adicional de carbono da atmosfera. Trigo alerta que, juntamente com a adoção dos OGM, é fundamental a adoção de boas práticas agrícolas para a manutenção da sustentabilidade e competitividade da agricultura argentina, a exemplo da rotação de culturas e princípios ativos.
 
A Argentina foi um dos primeiros países do mundo a investir em OGM, iniciando o plantio de sementes transgênicas em 1996. Ainda hoje, o país figura entre os líderes da adoção mundial dessa tecnologia, com 24,5 milhões de hectares (ha) plantados de soja, milho e algodão transgênicos, atrás apenas nos Estados Unidos (70,9 milhões de ha) e do Brasil (44,2 milhões de ha). De acordo com a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, todos os países que adotaram os transgênicos na agricultura colheram benefícios. “A Argentina é um caso de sucesso, mas não é o único; países como o os Estados Unidos, a Índia e o Brasil também mostram que aliar inovação e agricultura resulta em benefícios econômicos, sociais e ambientais”, afirma.
 
Como alerta para os próximos 20 anos, o relatório ressalta a importância de a Argentina continuar a investir em tecnologia. Nesse sentido, enfatiza que o futuro exigirá soluções cada vez mais inovadoras para os desafios de se alimentar uma população crescente e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente.
 
Para acessar o estudo completo, clique aqui.

 

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