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Secretaria habilita 65 engenheiros agrônomos para identificar pragas nas lavouras paulistas

Eles são responsáveis pelo processo de certificação fitossanitária do Estado de São Paulo na identificação diversas pragas nas lavouras.

 

postado em 19/12/2016 | Há 2 meses

Por Hélio Filho

Em 2016, o Curso para Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificado Fitossanitário de origem/Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFO/CFOC) treinou 65 engenheiros agrônomos. Eles são responsáveis pelo processo de certificação fitossanitária do Estado de São Paulo na identificação diversas pragas nas lavouras.

Organizado pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e pelo Instituto Biológico (IB), ambos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, o Curso já conta com programação para 2017, quando será ministrada uma formação de CFO para musáceas e citros, com novas normativas específicas.

Além dessas capacitações, o Instituto Biológico desenvolve tecnologias para o controle biológico de pragas e doenças em diversas culturas. “São técnicas alternativas ou complementares ao uso de produtos químicos, colaborando para uma produção de alimentos com qualidade e sustentabilidade, como sempre nos orienta o governador Geraldo Alckmin”, destacou o secretário Arnaldo Jardim.

Em 2017, o Instituto pretende impulsionar a divulgação de técnicas sustentáveis para o controle biológico de pragas e doenças, utilizando agentes microbianos, nematoides entomopatogênicos e seus metabólicos, parasitoides, predadores, trichoderma e técnicas como a solarização, que usa a luz do sol para eliminar pragas.

Conheça o trabalho de controle biológico que já vem sendo feito pelo IB:

- O controle da cigarrinha-da- cana-de- açúcar com o fungo Metarhizium anisopliae, que reduz em até 70% a incidência da praga e tem gerado economia para o setor sucroalcooleiro, além de redução do impacto ambiental.

- A tecnologia do controle da broca-da-bananeira com o fungo Beauveria bassiana, que foi disponibilizada às empresas produtoras de agentes de controle biológico.

- O controle com a utilização de ácaros predadores, que permite o controle efetivo de pragas agrícolas com uma eficácia acima de 80%, e com um mínimo de inseticidas em culturas de citros, morango, tomate, rosa, crisântemo, gérbera e orquídea.

- O fungo Trichoderma spp., que promove o crescimento e controla agentes patogênicos em diversas culturas como soja, batata, feijão e tomate e resultou em parcerias com empresas privadas e no primeiro isolado de Trichoderma registrado como bionematicida no Brasil.

- Aliada a essas técnicas, a utilização da solarização tem auxiliado a produção de alimentos com qualidade.

 

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