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Após oscilador dos lados da tabela, Bolsa de Nova York fecha sessão desta 4ª com leve queda

Apesar da queda, os preços externos os vencimentos mais distantes do grão continuam acima do patamar de US$ 1,70 por libra-peso. O vencimento dezembro/16 fechou a sessão de hoje cotado a 163,70 cents/lb com 80 pontos de queda, o março/17 registrou 167,20

 

postado em 26/10/2016 | Há 9 meses

Após oscilarem dos dois lados da tabela durante a sessão desta quarta-feira (26), as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York acabaram fechando o dia com leve baixa em ajustes técnicos ante a forte valorização registrada na véspera. Apesar da baixa, os operadores externos seguem atentos seguem atentos às condições climáticas no cinturão produtivo do Brasil, que podem impactar o abastecimento do grão no ano que vem. O câmbio contribuiu para o recuo nos preços externos da variedade.

Apesar da queda, os preços externos os vencimentos mais distantes do grão continuam acima do patamar de US$ 1,70 por libra-peso. O vencimento dezembro/16 fechou a sessão de hoje cotado a 163,70 cents/lb com 80 pontos de queda, o março/17 registrou 167,20 cents/lb com recuo de 70 pontos. Já o contrato maio/17 anotou no pregão 169,35 cents/lb com 65 pontos negativos e o julho/17, mais distante, também caiu 65 pontos, cotado a 171,15 cents/lb.

As correções para baixo no mercado representam uma acomodação natural para as cotações no terminal externo. "Em um dia de ajuste nos preços, após a boa alta verificada ontem, os preços do café arábica fecharam com pequena queda na Bolsa de Nova York, a cotação para vencimento dezembro/16 fechou o dia a 163,70 cents/lb com baixa de 80 pontos. A oscilação no dia foi de 255 pontos", explica o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado.

Apesar da leve queda nos preços externos do arábica, a percepção dos operadores de que o Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo, além de ter safra mais baixa em 2017 possa chegar a ter que reduzir suas exportações para atender a demanda interna continua, tanto é que a ICE chegou a esboçar valorização durante a sessão. O café arábica tem sido usado pelas torrefadoras brasileiras como substitutivo do robusta, que testou no dia os níveis mais altos em dois anos em Londres.

"Ainda não sabemos como abastecer o mercado interno e cumprir com as exportações, mas tudo indica que o cenário é mais positivo do que negativo", explicou ontem (25) o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes. Além desse pessimismo com a produção do Brasil, segundo Carvalhaes, a situação econômica do país também contribui para as perdas nas cotações do arábica. "Com a queda do dólar, como o mercado é comprador aqui dentro, baixaram as ofertas e isso motiva a alta externa para chegar num patamar que interesse novamente aos produtores venderem café".

Carvalhaes afirmou ainda que não aposta em uma baixa no mercado de café no curto prazo, apesar de ser difícil enxergar a situação dos preços nos próximos meses. "O mundo precisa de café e o consumo interno brasileiro continua crescendo. Apesar da crise, o brasileiro consome café em qualquer condição", destaca.

O dólar comercial também acabou contribuindo para o fechamento das cotações do arábica no campo negativo nesta quarta-feira. Após quedas consecutivas, a divisa fechou a sessão de hoje com alta de 1,15%, a 3,1423 reais na venda, depois de atingir R$ 3,1540 na máxima do dia e R$ 3,1150 na mínima. As oscilações no câmbio impactam diretamente nas exportações da commodity.

De acordo com mapas climáticos, durante a semana podem ocorrer pancadas de chuvas em diversas áreas do cinturão produtivo do Brasil com acumulados entre 70 e 100 milímetros no Sul e Leste de Minas Gerais. Em São Paulo, também devem ocorrer pancadas de chuvas ao longo da semana com precipitações entre 50 e 70 milímetros.

Mercado interno

No Brasil, seguem isolados os negócios com café, apesar das valorizações externas, com os produtores à espera de patamares ainda mais altos nos próximos meses. As vendas até acontecem todos os dias, mas apenas com o produtor que precisa de caixa. "O mercado interno opera firme em linha com a fraca liquidez", afirma o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 600,00 a saca e alta de 1,69%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 2,24% e saca a R$ 567,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 558,00 a saca e alta de 1,45%. A maior oscilações no dia.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação na cidade de Araguari (MG) com R$ 560,00 a saca e alta de 1,82%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu no Oeste da Bahia (AIBA) com alta de 1,98% e saca R$ 515,00.

Na terça-feira (25), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 526,71 com valorização de 2,85%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

 

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