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Em 2016, produção mundial de café deverá ser de 150 milhões de sacas e a brasileira de 49,7 milhões de sacas de 60 kg

Nesse caso, a produtividade de café arábica será de 26,4 sacas por hectare, com aumento de 22%, e a de robusta 22,5 sacas por hectare, com redução de 11%, em relação à safra anterior.

 

postado em 15/06/2016 | Há 10 meses

O Informe Estatístico do Café da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – SPA/Mapa, do mês de maio de 2016, destaca que, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA – USDA, a produção mundial de café da safra 2015/2016 deverá ser de 150,1 milhões de sacas.  E, no caso específico do Brasil, o Informe do Mapa, com base no Segundo Levantamento da Safra de Café de 2016 da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, divulgado no último mês de maio, ressalta que a produção nacional de café deverá ser de 49,7 milhões de sacas, sendo 40,3 milhões de café arábica e 9,4 milhões de robusta. Nesse caso, a produtividade de café arábica será de 26,4 sacas por hectare, com aumento de 22%, e a de robusta 22,5 sacas por hectare, com redução de 11%, em relação à safra anterior.

O Informe Estatístico destacou ainda que as lavouras brasileiras se encontram em processo de colheita, com aproximadamente 20% da área colhida até maio, com um atraso ocasionado pelo alto índice de chuvas que ocorrem sobretudo na maior parte da região sudeste, provocando perdas de qualidade no produto maduro e pronto para ser colhido. Em complemento, o Informe destaca com relação à cotação do café, que os preços em 2016, no mercado interno, estão superiores ao ano anterior e se mantiveram relativamente estáveis no início da colheita, nos meses de abril e maio, com valorização do café robusta e uma ligeira redução do arábica.

Com relação às exportações brasileiras de café, o Informe Estatístico salienta que o volume exportado de janeiro a maio de 2016 foi 13,9 milhões de sacas de 60kg com uma queda de 7,43% em relação ao mesmo período de 2015. E que o preço médio do café nesse mesmo período deste ano foi 18,8% inferior e, por conseguinte, as receitas reduziram 24,9% nessa mesma base comparativa com o ano anterior. Com referência ao Valor Bruto da Produção de café, também estimado pelo Mapa no mês de maio, o documento aponta que o VBP deverá atingir R$ 23,17 bilhões neste ano. O VBP, que demonstra a estimativa do faturamento bruto médio dos produtores de café, é calculado com base na produção da safra de café tendo como referência preços médios recebidos pelos produtores.

A Organização Internacional do Café, com relação à produção brasileira, à semelhança do Informe Estatístico do Mapa, divulgou seu Relatório sobre o mercado de café – maio 2016 com base no Segundo Levantamento da Safra de Café de 2016 da Conab. A OIC destaca a estimativa da Conab de 49,7 milhões de sacas, a qual será a segunda maior safra do Brasil, com aumento de 14,9% em relação à safra de 2015. O Relatório aponta o aumento de 25,6% da produção de café arábica, que será de 40,3 milhões de sacas, e redução de 16% da produção de robusta, estimada em 9,4 milhões de sacas. Segundo a OIC, essa será a menor safra de robusta nos últimos dez anos, em decorrência da falta de chuvas em diversas regiões produtoras dessa espécie de café.

Em nível mundial, o Relatório aponta que o volume das exportações de abril de 2016 foi de 9,3 milhões de sacas,  volume 8,1% menor que o registrado na mesma época do ano passado. Essa redução, em grande parte, resultou do ritmo mais lento das exportações do Brasil, que caíram 25%, ou seja para 2,4 milhões de sacas nesse mês, sugerindo que a disponibilidade de café de safras anteriores (estoques) quase se exauriu, haja vista o desempenho recente das exportações brasileiras. O total exportado pelos países produtores, nos sete primeiros meses do ano cafeeiro de 2015/16 (outubro a abril), foi de 65,2 milhões de sacas, 0,7% menos que no ano passado. Assim, a OIC conclui que a redução das exportações de café robusta foi em grande parte compensada pelo aumento das exportações de arábica.

Fonte: Embrapa Café

 

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