Tecnologias

PROCAFÉ: Como controlar o mato em cafezais jovens Por José Braz Matiello

 

postado em 20/01/2016 | Há 1 ano

José Braz Matielo

J.B. Matiello – Eng Agr Fundação Procafé e J. Renato Dias e Lucas Franco - Engs Agrs. Fdas Sertãozinho

Nos dois primeiros anos da lavoura de café, em sua fase de formação, a concorrência das ervas daninhas se mostra mais prejudicial, pois os cafeeiros são pequenos, suas raízes são ainda restritas e o mato cresce junto às plantas, sendo ali favorecido pelo adubo, e muitas vezes, pela própria molhação ou irrigação localizadas.

Assim, o mato compete com o cafeeiro, em nutrientes e água e, também, pode absorver inseticidas-fungicidas de solo aplicados, e, ainda, o mato acaba abafando as plantas jovens de café, tornando-as pernaltas. Cafeeiros novos, crescendo no mato, se tornam plantas amareladas, esguias e fracas, ficando mais susceptíveis à cercosporiose e ao bicho-mineiro. Por isso, o café novo deve ser mantido mais no limpo. Uma faixa larga, junto à linha dos cafeeiros, deve ser mantida limpa, trilhada.

Essa trilhação pode ser feita por capina manual, que se mostra desvantajosa, por gastar muita mão de obra e, ainda, pode causar danos ao tronco das plantas. Pode-se auxiliar com trincha ou carpideira descentralizadas, mecanizadas. Uma boa opção é a limpeza da linha com herbicidas mais seletivos aos cafeeiros.

Eles podem ser de pós ou de pré-emergência, em certos casos(em pós-inicial) podendo ser associados. Em pós emergência, para ervas de folhas estreitas, temos - o Select e similares, o Verdict, o Poast e o Fusilade – estes não causando quaisquer danos aos cafeeiros. Para folhas largas, podem ser associados produtos à base de Clorimuron, que causam pequenos danos, logo reversíveis.

Uma boa combinação usada tem sido o Select ou Verdict a 400-500 ml mais o Clorimuron a 150-200 ml por ha. Em caso de mato muito alto deve-se aumentar a dose do Select e do Verdict, em todos os casos devendo-se agregar 0,5% de óleo. Em pré emergência, o produto mais indicado é o Goal, a 3-4 l por ha, que deve ser usado com jato dirigido, evitando atingir a mudinha nova ou o topo das plantas, pois causa, temporariamente, amarelecimento e paralisação do seu crescimento.

Com as plantas já mais crescidas pode-se, já, iniciar o uso de herbicidas tradicionais, como o Glifosato e outros, com aplicação bem protegida (lençóis laterais, chapéu de Napoleão, carrinho ou manta) e de preferência com bico-espuma.

Na rua, principalmente nos plantios em renque mecanizado, o mato pode ser deixado, porem mantido sempre baixo, por roçadas, para evitar abafamento. Ultimamente tem sido mais recomendável usar herbicidas de pós-emergência nas ruas, formando camada de mato morto, auxiliando no controle à erosão.

Esse procedimento considera os resultados de pesquisas, que evidenciam ganhos, de crescimento e produtividade, com a limpeza total(linha e rua). No uso de roçadeiras tratorizadas, deve-se cuidar com a proteção lateral e traseira do equipamento, pois ao arremessar resíduos, do mato e outros do terreno, acaba danificando mudas novas no campo

 



 

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