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Clima e custo de produção preocupa produtores de café Por Fernando Barbosa

 

postado em 06/07/2015 | Há 2 anos

Fernando Barbosa

Os cafés da região de São Pedro da união-MG, estão com estagio de maturação desuniformes, portanto os cafeicultores alegam que os cafés estão com tamanho e peso, melhor que anos anteriores.

Os dias estão frios e com nevoeiro dificultando a secagem nos terreiros, produtores reclamam com a questão dos preços elevados na colheita neste ano e também com a desigualdade dos frutos encontrado nos pés de café.
Os cafés geralmente atingem o estagio de maturação com 176 dias após a florada, como a região com altitude elevada de aproximadamente acima de 1100 metros de altitude, na maioria das vezes é tardia a colheita, iniciando com cafés de porte mais baixos e variedades antecipadas como os cafés arábica os chamados cafés borbon e catucai amarelo, mas nas quantidades de pés que melhor se adaptou são os cafés catuai amelo e catuai vermelho.
Os produtores estão colhendo os cafés com os chamados mãozinha, passando por processo de lavadores e um a pequena parte de despolpadores fazendo a seleção melhor dos cafes.

Mas o que chamo atenção é para a desigualdade dos cafes que no ponteiro ainda estão maduros o terço médio do pé verde e sem contar que no mesmo pé de cafe encontra varas de fruto, passa seca, grão verde e grão maduro cereja, os cafeicultores estão optando por passar a colhedeira automotriz já pensando em fazer a seleção dos cafés, em 2 etapas.

1ª passagem retirando os cafes maduros e secos, depois de atingirem os estágios de maturação dos cafes verdes entrará na 2ª etapa.

Vale lembrar que na colheita os custos aumentaram e a mão de obra também está mais cara que anos anteriores, produtores pagando a medida de 60 litros de 10,00reais a 20,00 e tem casos de colheita que os produtores acredita que será apenas para pagar a retirada dos cafes e salvando apenas a adubação, ficando com o prejuízo da manutenção dos cafés o durante ano e com tratos culturais.

Produtores faça sua conta, procure auxilio dos extencionistas da EMATER, e engenheiros agrônomos de sua cooperativa.

Alertamos no fórum de Desenvolvimento da Cafeicultura, realizado em Muzambinho-MG, que os custos esse ano de 2015, seria mais elevados e se o produtor não cortar gastos a conta não iria fechar, portanto o caixa de cada propriedade seja ela pequena ou media terá que enfrentar empréstimos nos bancos, verificando que cada ano a taxa de juros implicará no abastecimento, dos insumos e diesel, mas o que é mais caro é na safra.

 

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