Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. finalizaram a sexta-feira com leve baixa

 

postado em 17/04/2015 | Há 2 anos

Infocafé de 17/04/15.
    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 500,00 R$ 480,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 500,00 R$ 480,00 Maio/2015 138,70 -0,90
Alta Paulista/Paranaense R$ 490,00 R$ 470,00 Julho/2015 141,40 -0,10
Cerrado R$ 510,00 R$ 490,00 Setembro/2015 144,00  -0,05
Bahiano R$ 490,00 R$ 470,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Maio/2015 179,80 +0,80
Setembro/2015 177,50 +1,95
Dólar Comercial: R$ 3,0410 Dezembro/2015 179,45 +1,85



As operações em N.Y. finalizaram a sexta-feira com leve baixa, a posição maio oscilou entre a máxima de +1,65 pontos e mínima de -1,80 fechando com -0,90 acumulando na semana +3,60 pts. 

O dólar comercial interrompeu uma série de três quedas seguidas e fechou em alta nesta sextade  0,80%, cotada a R$ 3,0410.  Na semana, a perda acumulada foi de quase 1% (0,97%). No mês, a moeda caiu até agora 4,69%. O resultado do dia foi afetado pela divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. O Departamento do Trabalho norte-americano informou que o Índice de Preços ao Consumidor avançou 0,2% em março. O indicador já havia registrado alta de 0,2% em fevereiro. Com o segundo mês consecutivo de aumento, investidores avaliam que a inflação nos EUA caminha para chegar à meta de 2% estabelecida pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta que o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), considerado uma prévia da inflaç ão oficial, ficou em 1,07% em abril. O número representa uma desaceleração em relação ao índice de 1,24% registrado em março. Ainda assim, a taxa é a maior para o mês de abril desde 2003. 

Lideranças da cafeicultura brasileira se reunirão na cidade de Muzambinho (MG), no dia 22 de abril, para discutir como o marketing do café pode ser melhor trabalhado para gerar e agregar renda aos produtores brasileiros. O assunto será conduzido por Paulo Henrique Leme (Universidade Federal de Lavras), Arnaldo Bottrel Reis (presidente da Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas), Fernando Romeiro de Cerqueira (presidente da cooperativa Cooacafé) e Guilherme Braga (diretor geral do Cecafé). Segundo Leme, os cafeicultores precisam estar antenados com o mercado e devem saber como vender o grão produzido em suas regiões. "Pagamos o preço pelo fato de o café brasileiro - por sua grande quantidade disponível no mercado - ser praticamente onipresente nos blends das grandes torrefadoras. Ou seja, ter café brasileiro é comum, não é diferente. Esse paradigma deve ser quebrado. Café brasileiro não é tudo igual, a questão é compreender que o mercado é complexo e nenhuma ação simples de marketing poderia quebrar esta percepção do mercado com facilidade", afirma Paulo Henrique. Segundo o especialista, a gestão de uma propriedade rural deveria envolver não apenas aspectos ligados à produção, mas também à gestão de Marketing. "A analogia é simples, é como se uma grande empresa de carros se preocupasse apenas com o que acontece dentro de sua fábrica e simplesmente jogasse seus carros para os primeiros compradores que aparecessem na sua frente. É claro que o jogo é mais complexo, afinal, o comércio de café envolve muitas variáveis, porém, quando o produtor consegue se diferenciar no meio de tantos outros, ele começa a s air de um mercado onde não passa de um tomador de pre! ç o, para outro, onde sua qualidade e imagem são valorizadas pelos compradores". Paulo Henrique acredita que a atividade de Marketing no agronegócio deve ocorrer de forma coordenada, em diversos níveis como: governamental, regional, associações como cooperativas e de interesse privado, além de empresas rurais, coordenadas por produtores que valorizam o café e sua origem. Além do marketing do café, as lideranças participarão de discussões sobre os custos de produção de café nas regiões brasileiras, oferecendo parâmetros para o estabelecimento do preço mínimo adequado ao atual panorama do mercado, e quais mecanismos podem ser criados para minimizar os efeitos adversos climáticos nas lavouras cafeeiras. Os temas serão debatidos com os especialistas Fabrício Andrade (Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Fed eral de Lavras) e Luiz Carlos Baldicero Molion (PHd em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutor em hidrologia de florestas pelo Instituto de Hidrologia em Wallingford, Inglaterra). As discussões integram a programação do I Fórum de Desenvolvimento da Cafeicultura, que acontece no IFSULDEMINAS - Câmpus Muzambinho, a partir das 08h. O evento é uma inciativa do Conselho do Café da AMOG (Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana) e ASSUL (Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas).

Serviço - I Fórum de Desenvolvimento da Cafeicultura 
Data: 22 de abril
Local: IFSULDEMINAS - Câmpus Muzambinho
Horário: Das 8h às 16h 
Informações : www.forumcafeicultura.com.br | www.facebook.com/forumcafe 
Fonte: Phábrica de Ideias - Assessoria de Imprensa


 

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