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COMERCIALIZAÇÃO DA SAFRA DE CAFÉ 2011/12 ALCANÇA ÍNDICE DE 76%

 

postado em 20/01/2012 | Há 5 anos

A comercialização da safra 2011 de café andou bem em dezembro, apesar de toda a reticência que marca o último mês do ano. Questões tributárias, envolvendo imposto de renda, seguraram o ímpeto de venda ao longo do mês. No entanto, o preço atraente e posições para liquidação financeira posterior a virada do ano ajudaram a dar ritmo aos negócios. O mercado de arábica segue mais compassado, com produtor dosando posições na busca de um maior alongamento da comercialização para se beneficiar da tendência positiva. Isso é bem visível entre as melhores bebidas. No caso da bebida rio, cresceu o interesse da venda com a subida dos preços, mas o que segura as vendas é a oferta escassa, que foi justamente o que motivou a alta do preço, conforme avaliação do analista de SAFRAS & Mercado, Gil C. Barabach

No conillon, a comercialização ganha mais expressividade diante da disparada das cotações. Por dois meses seguidos o preço do conillon tem subido bem acima da média do avanço nacional do café, em particular no Espírito Santo. E isso tem um efeito positivo sobre a presença vendedora no mercado. O interesse externo e a maior agressividade da indústria interna dão vazão a subida nos preços. A postura relativamente tranqüila dos vendedores facilita a alta das cotações.

Os produtores comprometeram até o final de dezembro 76% da safra 2011/12, o que corresponde a um avanço de 6% em relação a novembro, conforme relatório de SAFRAS & Mercado divulgado nesta semana. Assim, de uma safra prevista em 47,70 milhões de sacas cerca de 36,07 milhões de sacas já foram negociadas.

 

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