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COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro finalizaram a terça-feira com valorização

 

postado em 27/12/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 27/12/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 510,00 R$ 470,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 510,00 R$ 470,00 Março/2012 222,85 +3,20
Alta Paulista/Paranaense R$ 480,00 R$ 460,00 Maio/2012 225,60 +3,20
Cerrado R$ 0,00 R$ 0,00 Setembro/2012 230,00 +3,05
Bahiano R$ 480,00 R$ 460,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 370,00 R$ 350,00 Março/2012 300,25 +4,00
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 390,00 R$ 375,00 Setembro/2012 285,50 +6,35
Dólar Comercial: R$ 1,8610 Dezembro/2012 285,35 +6,45

As operações no mercado cafeeiro finalizaram a terça-feira com valorização. Em N.Y. a posição março variou entre a mínima de -1,30 pontos e máxima de +3,35 fechando com +3,20 pts.

O dólar  encerrou os trabalhos na máxima do dia, cotado à R$ 1,8610, com alta de 0,11%, com um volume financeiro um pouco melhor do que o da véspera mas, ainda assim, abaixo da média diária. Esse movimento é atribuído, em parte, à volta dos negócios nos EUA e na Europa.  Internamente, a principal notícia do dia, feita pelo Ministério da Fazenda, é que o recolhimento do IOF sobre operações com derivativos ocorridas no período de 16 de setembro a 31 de dezembro de 2011 será feito em 31 de janeiro de 2012 (o prazo anterior era 29 de dezembro). O secretário executivo Adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, deu como justificativa para o adiamento problemas operacionais.   Opreços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA recuaram 3,4% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a pesquisa S&P/Case-Shiller divulgada nesta terça-feira. Nas 10 maiores áreas metropolitanas do país, o recuo foi de 3,0% em outubro ante outubro de 2010. O índice recuou particularmente em Atlanta e na região do Meio-Oeste, segundo a sondagem. Também por lá, o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board subiu para 64,5 em dezembro, de 55,2 em novembro. A previsão dos economistas era de que o índice aumentaria para 60.  Agência Estado.
 
Os exportadores de café iniciarão o ano bastante tranquilos com relação ao desempenho do setor em 2012. A receita cambial pode alcançar US$ 8,8 bilhões, o que corresponde a um crescimento de cerca de 5% sobre 2011, que já foi recorde de US$ 8,4 bilhões, conforme projeções do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). O otimismo se baseia na previsão de elevados preços médios, que alcançaram em 2011 os níveis mais altos desde o início da série histórica do Cecafé, em 1990. "As cotações em 2012 devem registrar estabilidade ou até uma ligeira elevação ante os atuais", informa o diretor geral do Cecafé, Guilherme Braga. O preço médio do arábica ficou em cerca de US$ 200,22 por saca em 2010, em comparação com US$ 294,69 em 2011. O diretor considera que as cotações internacionais do café devem continuar altas, principalmente no primeiro semestre. Isso porque, apesar da expectativa de uma grande safra brasileira em 2012, a maior do mundo, o produto só deverá entrar no mercado a partir do segundo semestre, quando a colheita alcança pico.  
Até lá, a oferta deverá continuar bastante apertada, pois o Brasil vem de uma safra menor em 2011, em virtude da característica de bienalidade da cultura (o café alterna anos de safras cheias com outro de produção menor). A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra 2011 em 43,2 milhões de sacas  que foi 10,2% menor em relação à safra 2010 (48,1 milhões de sacas). A primeira estimativa oficial sobre a safra 2012 deve ser anunciada no início de janeiro. Segundo Braga, "o volume embarcado em 2012 deve ser praticamente o mesmo de 2011, entre 33,1 milhões e 33,3 milhões de sacas", estima. "O mercado tem funcionado bem ajustado, sem excesso de oferta", acrescenta. Com relação ao câmbio, Braga diz que o setor acompanha as previsões do mercado e o dólar deve ficar em cerca de R$ 1,70 em 2012. As últimas projeções de analistas apontam para R$ 1,75 ao final do próximo ano.  
Os exportadores confiam na melhora da demanda em 2012. O diretor do Cecafé cita dados da Organização Internacional do Café (OIC), os quais mostram aumento do consumo, principalmente em países exportadores e emergentes. De acordo com a OIC, o consumo mundial cresceu a uma taxa média anual de 2,5% na  última década. O consumo interno em países exportadores apresentou aumento mais significativo (4,6%), de 26,4 milhões de sacas em 2000 para 41,3 milhões de sacas em 2010. Segundo a OIC, o crescimento da demanda em países exportadores poderá continuar a dar suporte para o aumento do consumo mundial nos próximos anos. Com taxa de crescimento anual da ordem de 3,9% na última década, os países emergentes também são um importante foco de aumento do consumo.  No entanto, para os mercados tradicionais na América do Norte, Europa Ocidental e Japão, a média anual de crescimento foi de apenas 1,1%, aumento equivalente a 7,4 milhões de sacas, de 63,6 milhões de sacas para 71 milhões de sacas no período.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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