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Estou muito empolgado com o Fundo Estadual do Café, diz Silas Brasileiro

 

postado em 20/12/2011 | Há 5 anos

Silas elogiou a criação do Fecafé por parte do governador Anastasia e disse que incentivo de Melles foi fundamental
 
 
O novo presidente do Conselho Nacional do Café (CNC) disse que o foco principal será renda para o produtor.
 
O recém-empossado presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, afirmou que seu trabalho à frente do conselho terá como foco principal a renda do produtor e o trabalho do órgão será voltado para garantir maior remuneração a quem produz café, além de ênfase no trabalho de georreferenciamneto e pesquisa cafeeira. Veja a entrevista exclusiva ao Coffee Break.
 
O ano de 2011
“Eu vejo este ano que se finda de forma positiva. O preço do café por muito e muito tempo parecia que tinha atingido um teto que não era possível ultrapassá-lo. Agora, tenho percebido que o mercado entendeu que este deve ser o preço da saca de café e aponta que será mantido. Não acredito que a crise econômica europeia irá comprometer o consumo de café naquele continente, portanto não acho que isso irá afetar a comercialização de café”.
 
O Fundo Estadual do Café – Fecafé
“Eu estou muito empolgado com o Fundo Estadual do Café, criado esta semana pelo governador Antonio Anastasia. Foi uma iniciativa excelente, que nasceu de um compromisso dele em campanha e que foi levado adiante por causa da participação do deputado federal Carlos Melles, atual secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas, pois ele foi o grande incentivador dessa resolução do governo mineiro. O Fundo poderá ter diversas fontes e isso é ótimo. Se acontecer da resolução do crédito tributário poder alimentar o Fundo será muito bom. Acredito que há possibilidade do Fecafé ajudar ao Funcafé e de no futuro ser tão importante quanto este. É a amplitude da aplicação”.
 
A presidência do CNC
“O primeiro trabalho que será feito pelo CNC em 2012 será o levantamento da dívida do produtor de café. Quanto o produtor deve, uma safra, duas safras? Na verdade, temos um endividamento de mais de uma década; há dez anos que o produtor está ‘no vermelho’ e não se sabe ao certo de quanto, por isso é importantíssimo fazer esse mapeamento para discutir com o governo federal, dizendo que o preço do café não pode mudar do patamar em que está.O nosso foco frente ao CNC será renda. Essa será a nossa palavra de ordem.
- Vamos também lutar para desenvolver vários projetos, entre eles, o de renovação de cafezais, com financiamento do Funcafé, objetivando lavouras mais produtivas, tendo variedades mais resistentes às pragas, além de espaçamento diferenciado, portanto a área de cultivo de café poderá em um futuro ser a mesma, mas com produtividade muito maior.
- Queremos trabalhar o georreferenciamento do café em todo o país e saber exatamente qual a nossa área de cultivo.
- Vamos trabalhar de forma mais estreita junto à Conab para ter previsões de safra mais precisas, para trabalhar também em prol do preço de garantia.
- Vamos atuar no fomento à pesquisa, em parceria com institutos, universidades e cooperativas, estas de forma muito direta, pois a contribuição que podem dar é enorme, com seus técnicos, e com ênfase no plano de safra, e o plano precisa de recursos já em janeiro”.
 
Coffee Break
 

 

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