Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. finalizou as operações nesta sexta-feira em campo negativo registrando -2,00 pontos na posição março, acumulando na semana -6,3

 

postado em 26/11/2011 | Há 5 anos

Infocafé de 25/11/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 540,00 R$ 500,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 540,00 R$ 500,00 Dezembro/2011 229,60 -2,00
Alta Paulista/Paranaense R$ 515,00 R$ 500,00 Março/2012 232,55 -2,85
Cerrado R$ 550,00 R$ 510,00 Maio/2012 234,70 -2,95
Bahiano R$ 515,00 R$ 500,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
 ons Inter.600def. Duro R$ 370,00 R$ 350,00 Dezembro/2011 309,60 -2,25
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 390,00 R$ 375,00 Março/2012 309,30 -1,35
Dólar Comercial: R$ 1,8850 Maio/2012 0,00 0,00

N.Y. finalizou as operações nesta sexta-feira em campo negativo registrando -2,00 pontos na posição março, acumulando na semana -6,30 pts. Hoje o dia  foi de poucos negócios na bolsa ICE Futures US e com baixo interesse comprador.
 
O dólar  iniciou os trabalhos na sessão de hoje com valorização atingindo a máxima de 1,32%, porém, inverteu a posição e operou perto da estabilidade no período da tarde e fechou com queda de 0,16%. O movimento no mercado hoje esteve alinhado ao otimismo com as vendas no varejo  nos Estados Unidos a partir desta Black Friday e da falta de perspectiva de solução para a crise europeia. O comportamento da moeda ao longo da manhã , refletiu um movimento de realização de lucros provocado pela sinalização de "ajuste moderado na taxa Selic" dado ontem à noite pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em evento da Febraban. As declarações da autoridade monetária provocaram a readequação de posições cambiais, em sintonia com a corrida vista no mercado de juros para devolução de prêmios embutidos ontem em meio a apostas de corte mais profundo, de 0,75  %, da taxa Selic na próxima semana devido ao agravamento da crise externa. "Com a indicação oficial de continuidade de cortes de 0,50 pp na Selic, os agentes financeiros devolveram os excessos de ontem, quando o dólar à vista testou o patamar de R$ 1,90 e o DI janeiro de 2012 caiu para 10,86%",  disse um operador de uma corretora.
 
Chuvas torrenciais tornarão mais difícil para a Colômbia aumentar a produção local de café em 2011/12, informou na noite de ontem Luís Genaro Muñoz, gerente geral da Federação Nacional dos Cafeicultores do país (Fedecafe). A colheita do grão na temporada iniciada em 1º de outubro deste ano provavelmente totalizará 8,5 milhões de sacas de 60 quilos cada, volume inalterado ante 2010/11, segundo ele. "Nós não esperamos elevar a produção", disse Muñoz em uma entrevista por telefone. "O clima neste ano tem sido pior do que no ano passado." Ch uvas pesadas prejudicaram safras consecutivas na Colômbia - principal produtor global de grão arábica depois do Brasil - e reduziram a oferta mundial. A condição climática deste ano afetou as lavouras, derrubando as cerejas dos pés, e a umidade excessiva gerou um fungo em algumas plantas. Estradas bloqueadas por deslizamentos de terra também impedem o transporte de café das fazendas nas regiões andinas para os portos. "A Colômbia tem um sério problema de estradas", revelou Muñoz. Os grãos cultivados nas áreas montanhosas são valorizados por seus sabores suaves e recebem um prêmio em relação aos preços internacionais. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o vencimento março do café arábica encerrou cotado a 235,40 cents por libra-peso na quarta-feira. As informaç& otilde;es são da Dow Jones.
 
O preço do café verde deve manter a tendência altista no decorrer de 2012, principalmente no primeiro trimestre. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), com base no atual cenário de baixa disponibilidade de grãos no mundo, estoques mundiais apertados e demanda crescente, apesar da crise econômica. No período de janeiro a novembro, os cafés arábicas mais utilizados pela indústria tiveram aumento de cerca de 33,5%, com a saca de 60 kg valendo atualmente R$ 320,00. O presidente da Abic, Américo Sato, informou que a indústria de torrado e moído deverá realinhar preços, com reajuste médio de 20% para todos os tipos de cafés. "Os varejistas já estão reajustando preços e a ind&uacute ;stria titubeia porque o varejo pressiona por valores mais baixos. Só que a indústria trabalha no limite de rentabilidade e há necessidade de majoração, se quisermos atender o consumidor com qualidade", disse. Sato acrescentou que os estoques brasileiros de café também estão muito baixos, no período anterior à colheita, que começará entre abril e maio. "O volume comercializado também se reduziu porque muitos detentores de estoques de café estão segurando a venda, prevendo preços melhores nos próximos meses", comentou, alertando que essa conjuntura afeta os resultados e a produção das indústrias.  
 
O Instituto de Economia Agrícola (IEA) divulgou hoje a última estimativa da safra paulista de café em 2011, a qual caiu 20,6% ante 2010, devido à bianualidade da cultura, que altera safras grandes e pequenas e ainda por conta da estiagem no ano passado. São Paulo produziu 3,9 milhões de sacas de 60 quilos. A área com a cultura no Estado sofreu uma leve queda de 0,5% entre os períodos, de 223,02 mil ha para 222,90 mil ha. O IEA ainda não divulgou o novo levantamento da cultura da cana-de-açúcar.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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