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Produção de café na história de Cacoal Rondônia

 

postado em 26/11/2011 | Há 6 anos

Diário da Amazônia

26/11/2011

Conhecido durante muitos anos como a capital do café, Cacoal teve uma queda significativa na produção e área plantada do grão nos últimos 10 ou 11 anos. Mas esta realidade mudou com investimentos significativos de Órgãos ligados à área e parceiros. Projetos em cafeicultura, investimentos em tecnologia, poda adequada, irrigação e clonagem de grãos, tem garantido uma retomada importante da cultura do café na região. Nestes 34 anos de emancipação política o Diário buscou  dados e relatos de quem vive do café e de quem viu o crescimento da cidade a partir da cultura do grão, na década de 70.

Conforme dados da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater) no ano passado a safra 2009/2010 foi alta. Os números dão conta de uma media de 20,42 sacas por hectare, quase a mesma quantidade das colheitas das décadas de 80 e 90, o auge da cultura do café na região. Como o café é uma cultura bianual este ano a colheita referente a safra 2010/2011 foi um pouco menor, em torno de 15 sacas. De acordo com o extensionista da Emater, Jailton Santana, atualmente o município tem 16 mil hectares de área plantada e 2.285 propriedades rurais produtivas. Um projeto da Emater em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e secretaria de Agricultura do Estado (Seagri), faz o acompanhamento de várias propriedades em que é feita a irrigação acompanhada, para verificar o aumento da produtividade. “A gente tem propriedades irrigadas em que a colheita é de mais de 20 sacas por hectare, e onde não tem irrigação é de pouco mais de cinco sacas por hectare”, disse.

CLONAGEM

Uma das propriedades visitadas e monitoradas é a do cafeicultor Sérgio Kalk, que tem propriedade na linha 15B, setor Prosperidade, a 45 km de Cacoal. O agricultor trabalha no sistema de clonagem de mudas, ou seja, um sistema de melhoria progressiva das mudas de café, o que possibilita uma produção melhor e maior que outros cafeicultores. Segundo Sérgio, na safra 2009/2010 ele colheu mais de 72.9 sacas por hectare. “O café que eu produzo é do tipo catuta, mais resistente a pragas e a seca, ele aguenta até 120 dias sem molhar”, contou orgulhoso. Ele disse ainda que já vende  mudas clonadas para o Espírito Santo (ES). Apesar da boa experiência e do tipo de cultivo de Sérgio, o ideal segundo as entidades que trabalham com incentivo e extensão rural é fazer a irrigação. Os extensionistas da Emater contam que o custo do procedimento é alto, mas vale a pena porque evita as perdas na lavoura.


CAPIXABAS DERAM INÍCIO A COLONIZAÇÃO

O prefeito Francesco Vialeto chegou a Cacoal em 1974 e lembra como foi o início do cultivo do grão, na época com pouco mais de mil habitantes. “Eu tenho uma lembrança muito viva de como era naquela época, os colonos chegavam e queriam apenas um pedaço de terra, assim foram os lavradores que começaram Cacoal”, avaliou.

A maioria dos colonos na época eram oriundos do ES, onde a cultura do café é muito forte.  A grande quantidade de café e cacau plantados faziam com que os visitantes se dirigissem a cidade dizendo ‘aquele cacauau’, ou seja, buscando referência as plantações existentes. A origem histórica do nome é a mais provável referência da cidade.

 

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