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Fundos renovam aposta em commodities

 

postado em 22/11/2011 | Há 5 anos

Valor Economico

22/11/2011 
  
 
 
Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

O sentimento dos investidores internacionais em relação às commodities deu sinais de melhora em outubro. Segundo relatório divulgado ontem pelo Barclays Capital, os fundos aplicaram US$ 2,1 bilhões em contratos futuros de metais, combustíveis e produtos agrícolas no mês passado. Em setembro, o saldo havia ficado negativo em US$ 10 bilhões.

Impulsionado pelos novos depósitos e, principalmente, pela recuperação dos preços, o estoque de investimentos em commodities aumentou em US$ 19 bilhões, a US$ 412 bilhões, apenas US$ 39 bilhões abaixo do recorde de US$ 451 bilhões, atingido em abril.

"Ao menos por enquanto, os mercados parecem ter decidido que, se as preocupações com a dívida soberana europeia puderem ser controladas, eles podem conviver com alguma recessão no bloco", avaliam os economistas do Barclays no relatório. Eles observam que, embora as liquidações tenham cessado e a posição aberta nas bolsas tenha se estabilizado, o comportamento dos investidores está mais diversificado. "No último mês, os fundos foram compradores líquidos de ouro, milho, petróleo e cobre, mas vendedores de carnes, açúcar, soja e gás ".

Os mercados agrícolas foram a exceção e observaram uma pequena fuga de capitais em outubro (cerca de US$ 200 milhões), embora o montante aplicado em contratos como os de soja, milho, açúcar e café tenha crescido em US$ 5 bilhões, a US$ 97 bilhões, impulsionado pela recuperação dos preços.

O segmento sintetiza o comportamento bipolar do mercado em 2011. Captou mais de US$ 9 bilhões entre janeiro e abril, mas sofreu saques de quase US$ 6 bilhões desde maio, quando as incertezas sobre a economia ganharam força. Mesmo assim, foi o segmento que mais captou recursos (US$ 3,1 bilhões) em 2011, entre as commodities sensíveis ao crescimento econômico. À sua frente estão apenas os metais preciosos, usados como instrumento de proteção em períodos de forte instabilidade.

O mercado de energia, onde estão aplicados US$ 116 bilhões, recebeu US$ 700 milhões em novos investimentos em outubro. No ano, as aplicações somam US$ 2,8 bilhões, volume distante dos registrados em igual período de 2010 (US$ 14 bilhões). Já os contratos de metais básicos captaram US$ 200 milhões em outubro e US$ 1,4 bilhão no acumulado do ano. Mas o total aplicado no segmento manteve-se estagnado em outubro, em US$ 17,4 bilhões.

 

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