Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - A bolsa de mercadorias de N.Y. encerrou as operações em queda, a posição março registrou mínima de -2,75 pontos, fechando com -1,85

 

postado em 22/11/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 21/11/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 530,00 R$ 490,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 530,00 R$ 490,00 Dezembro/2011 232,20 -2,00
Alta Paulista/Paranaense R$ 505,00 R$ 485,00 Março/2012 237,00 -1,85
Cerrado R$ 540,00 R$ 500,00 Maio/2012 239,35 -1,70
Bahiano R$ 505,00 R$ 485,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 370,00 R$ 350,00 Dezembro/2011 317,65 -2,90
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 390,00 R$ 375,00 Março/2012 317,70 +0,70
Dólar Comercial: R$ 1,8060 Maio/2012 309,05 -0,45

A bolsa de mercadorias de N.Y. encerrou as operações em queda, a posição março registrou mínima de -2,75 pontos, fechando com -1,85 pontos.
 
O dólar iniciou os trabalhos desta  semana em alta, fatores como as dificuldades políticas na zona do euro para implementar os recentes planos de austeridade fiscal; a possibilidade de aumento de perdas do sistema financeiro europeu à medida que o crescimento global se enfraquece e a crise na região aumenta; e a dificuldade do supercomitê bipartidário norte-americano para chegar a um acordo até quarta-feira para reduzir o déficit federal em pelo menos US$ 1,2 trilhão pelos próximos dez anos. Neste caso, a desconfiança traduziu-se no aumento do custo para assegurar a dívida soberana de cinco anos dos Estados Unidos hoje em relação à sexta-feira, segundo dados da Markit.  A moeda americana fechou com valorização de 1,29%. Na Europa, o risco de a França perder seu rating triplo A, a dúvida se a Itália   precisará ser socorrida e ainda a expectativa sobre a decisão do Fundo Monetário em relação à liberação da sexta parcela de auxílio financeiro à Grécia esta semana serviram de justificativas para a ampliação das posições defensivas.

O lote de 22 sacas de 60 kg de café da produtora Ana Cecília, da Fazenda Rainha, localizada em São Sebastião da Grama, na região da mogiana paulista, foi eleito o melhor café especial do Brasil. A amostra recebeu a pontuação 91,41 concedida pelo júri internacional do 12º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup   of Excellence 2011 , promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês).  A divulgação dos nomes dos 25 vencedores do concurso ocorreu na sexta-feira passada, durante a Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (Ficafé 2011), em Jacarezinho (PR). O júri era composto por importadores, torrefadores, baristas e donos de coffee-shops de todo o mundo. No dia 18 de janeiro de 2012, os 25 lotes vencedores do 12º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil serão negociados, por intermédio da internet, no disputado leilão do Cup of Excellence. A expectativa pela obtenção de elevados preços é grande, uma vez que a qualidade apresentada pelos cafés foi excepcional.  
 Em comunicado, o coordenador técnico do certame e diretor presidente da Agricoffee, Silvio Leite, informou que os cafeicultores brasileiros melhoram, a cada ano, a qualidade da produção. Essa constante evolução da qualidade dos cafés brasileiros também foi evidenciada pelo juiz principal da fase internacional do concurso, Eduardo Ambrocio, da Associação Nacional do Café da Guatemala (Anacafé). Segundo ele, foram encontrados cafés excepcionais, mas com diversidade de perfis. "A decisão dos jurados foi muito difícil, exatamente porque tivemos muitas peculiaridades, diferentes sabores, o que tornou bastante complicado eleger o melhor café, o café campeão", destacou. A lista com os cafés vencedores do 12º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup of Excellence 2011 pode ser acessada no site da BSCA.  As informações são da Agências Estado.
 
O Conselho Monetário Nacional aprovou na última sexta-feira, em reunião extraordinária, quatro votos que estabelecem as condições para a renegociação das dívidas dos pequenos produtores rurais atendidos pelas linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Os produtores poderão renegociar até R$ 30 mil por dez anos, a taxa de 2% ao ano. As medidas irão contemplar tantos os produtores inadimplentes como aqueles que estão com a prestação em dia, mas enfrentam dificuldades financeiras para efetuar o pagamento. Os produtores adimplentes terão até o dia 29 de fevereiro do próximo ano para aderir ao programa, enquanto os devedores terão até fevereiro de 2013 para avaliar se têm condições de renegociar as dívidas. O secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, explicou que a inclusão dos adimplentes na renegociação se deve à orientação da presidente Dilma Rousseff, para não haver favorecimento aos devedores. Ele diz que a expectativa é que as renegociações cheguem a R$ 2 bilhões, envolvendo operações de risco para os bancos e de recursos do Tesouro. Ele estima que a demanda por parte dos produtores adimplentes seja baixa e deve se restringir aos mutuários que têm vários contratos e por isso irão optar pela composição da dívida em uma só operação.  
 
O Ministério da Agricultura liberou hoje R$ 601,1 milhões para a cafeicultura em recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), autorizados na semana passada. O dinheiro deve ser aplicado na contratação de linhas de crédito para custeio (R$ 194,7 milhões), estocagem (R$ 174,3 milhões), financiamento para aquisição de café (R$ 82,1 milhões) e na linha especial para indústria de café solúvel (R$ 150 milhões). Conforme comunicado do ministério, existem, ainda, R$ 539,7 milhões a serem liberados e que estão disponíveis assim que demandados pelas instituições financeiras. O Funcafé repassa os recursos à medida que os agentes financeiros contratados pelo Ministério da Agricultura solicitam e de acordo com as regras do Conselho Monet& aacute;rio Nacional (CMN). Em 2011, de acordo com as regras definidas pelo CMN, o Funcafé poderá movimentar até R$ 2,44 bilhões, dos quais R$ 600 milhões para custeio, R$ 500 milhões para aquisição de café (FAC); R$ 500 milhões para estocagem; R$ 300 milhões para colheita; R$ 50 milhões para operações em mercado futuro e R$ 40 milhões para recuperação de lavouras atingidas por granizo. Outros R$ 300 milhões serão direcionados ao refinanciamento de dívidas e R$ 150 milhões para o financiamento de capital de giro para indústria de café solúvel.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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