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COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro encerrou as operações desta quinta-feira em campo negativo

 

postado em 22/09/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 22/09/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 545,00 R$ 515,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 545,00 R$ 515,00 Dezembro/2011 239,25 -12,70
Alta Paulista/Paranaense R$ 530,00 R$ 500,00 Março/2012 242,30 -12,75
Cerrado R$ 560,00 R$ 530,00 Maio/2012 243,50 -12,80
Bahiano R$ 530,00 R$ 500,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 350,00 R$ 295,00 Dezembro/2011 314,65 -19,05
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 370,00 R$ 340,00 Março/2012 315,80 -18,95
Dólar Comercial: R$ 1,9100 Maio/2012 303,05 -18,65

O mercado cafeeiro encerrou as operações desta quinta-feira em campo negativo, preocupações  com a economia e a saída dos fundos nos mercados de commodities pressionaram a maioria das matérias-primas. A valorização do dólar também influenciou nas cotações. Em N.Y. a posição dezembro atingiu mínima de -16,30 pontos, fechando com -12,70. Mercado interno travado com valores nominais. 
 
O mercado financeiro teve outro dia agitado, o dólar disparou e registrou na máxima 5,85% cotado a R$ 1,9530, acumulando no mês de setembro valorização acima de 18%. No final da sessão a moeda americana fechou com alta de 3,52%.  A intervenção do Banco Central hoje, serviu para conter um avanço mais consistente dos DIs. Com isso, enquanto os vencimentos curtos devolvem prêmios, ancorados na expectativa de que o BC permanecerá reduzindo juros em virtude do ambiente internacional, momentaneamente, deflacionário, as taxas projetadas pelos contratos longos sobem, tanto devido à incerteza de que a estratégia da autoridade monetária é a mais correta neste momento de atividade interna ainda aquecida, quanto pela percepção de que será necessário retomar o aperto monetário mais adiante. A queda das commodities, hoje, serve de argumento para a estratégia do BC, enquanto os dados de inflação corrente e de emprego dão munição para os críticos da última redução da Selic, para 12% ao ano.
Nenhuma notícia concreta foi notada para que desencadeasse a  forte aversão ao risco vista nos mercados, mas o conjunto da obra dos últimos dias serviu como base para esse movimento. Os agentes começaram a semana esperançosos de que a troika traria uma solução momentânea para a Grécia, além de esperar uma atitude mais forte do Fed. Como os europeus adiaram a solução para a crise de dívida e o Fed, apesar de confirmar a Operação Twist, trouxe perspectivas nebulosas para a economia norte-americana, os investidores concluíram que os ativos estavam sobrevalorizados. Essa percepção fez as bolsas ao redor do mundo despencarem. Internamente, os sinais de desaceleração ainda são tímidos. Por exemplo, a taxa de desemprego, ficou estável em 6,0% em agosto ante julho. O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana do AE Projeções, de 6,1%, e veio respaldado por um aumento de 0,5% no rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados no País. Em níveis ajustados sazonalmente, o economista-chefe da Votorantim Wealth Management & Services, Fernando Fix, calculou que a taxa voltou ao piso histórico de 5,90%. As informações são da Agência Estado.
 
As exportações de café da Índia devem cair no próximo ano devido à desaceleração da demanda dos países europeus, que respondem por mais da metade dos embarques totais, decorrente da crise econômica na região, de acordo com informações dos executivos da indústria. No começo da semana, a agência de classificação de risco Standard & Poor`s reduziu o rating da dívida soberana italiana de A+ para A, dizendo que o fraco crescimento econômico do país e a frágil coalizão do governo tornarão mais difícil superar a crise que atormenta a zona do euro. A Itália, que responde por cerca de 25% dos embarques de café da Índia, é de longe a maior nação européia a ter o créd ito rebaixado, conforme a problemática situação econômica do bloco ganha amplitude. "É um fator preocupante...Eu não acho que as exportações em 2012 ficarão no nível deste ano", disse Ramesh Rajah, presidente da Associação dos Exportadores de Café da Índia. As exportações indianas de café neste ano devem ser levemente maiores que 290 mil toneladas, acrescentou ele. O país embarca cerca de dois terços da safra nacional. Itália, Rússia e Bélgica contabilizam juntos mais da metade dos embarques de café da Índia. As informações são da Dow Jones.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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