Mais Café

Entrevista com cafeicultor José Carlos Grossi

 

postado em 20/09/2011 | Há 5 anos

Veja abaixo a entrevista da assessoria de imprensa da Prefeitura de Patrocínio com José Carlos Grossi que é cafeicultor em  Patrocínio-MG


Foto:Ascom Prefeitura de Patrocínio

José Carlos Grossi (engenheiro agrônomo), além de alavancar a cafeicultura no município participou efetivamente em diversas áreas, principalmente a educacional.  Fez parte desde o início da Fundação Comunitária Educacional e Cultural de Patrocínio (FUNCECP) que tinha sido criada no ano de sua chegada a cidade.

ASCOM: O Senhor não é natural de Patrocínio, no entanto durante todos esses anos que aqui reside participou da sociedade de maneira brilhante e, em muitas vezes de forma mais intensa que muitos patrocinenses. Conte um pouco sobre sua chegada em Patrocínio.

Grossi: Quando cheguei, em 1972, Patrocínio era uma pequena cidade com aproximadamente 25 mil habitantes, sua economia era inexpressiva, não se cultivava quase nada, sendo basicamente aplicada à pecuária extensiva, pois eram as condições que se apresentava no Brasil da época. Dos anos 70 até os dias de hoje, Patrocínio se desenvolveu muito, como por exemplo, em sustentar o título de ser a cidade maior produtora de café do Brasil, tem uma renda percapita excepcional, possui um ótimo sistema público, hospitalar e educacional.

Patrocínio é uma cidade excelente. Eu vivi mais aqui, que em qualquer outro lugar. A verdade é que meu coração é patrocinense, e não faço mais que a minha obrigação de participar, de ajudar a comunidade que vivemos. Todos nós temos a obrigação de participar, cada um a sua maneira, se todo mundo fizer um pouco, vamos fazer bastante. É assim que vejo as coisas.

ASCOM: Como o Senhor encontrou a cidade na parte educacional?

Grossi: Quanto a patrocínio na parte educacional, é interessante, quando cheguei comecei a fazer parte da Fundação Comunitária Educacional e Cultural de Patrocínio (FUNCECP) que havia sido criada no mesmo ano. No ano anterior, Patrocínio já possuía a escola Agrotécnica Sérgio de Freitas Caixeta, uma ousadia, pois naquela época existiam poucas escolas agrotécnicas no País. Isso colaborou para transformar Patrocínio em um pólo agrícola. Em 1974 foi fundada a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patrocínio, quando existiam poucas faculdades no interior do país e de Minas Gerais. A Fundação foi crescendo, e em 1989, foi instalada a Faculdade de Fisioterapia; em 2000 uniram as Faculdades formando as Faculdades Integradas de Patrocínio, o número de alunos foi crescendo. É importante pensar numa comunidade com educação e conhecimento e Patrocínio tem investido nisso há muito tempo. Enfim em 2005, criou-se o Centro Universitário do Cerrado (UNICERP).

ASCOM: Percebe-se que o Senhor tem uma ligação muito grande com a área educacional o que poderia dizer sobre a vinda do IFET para Patrocínio. E da Escola em Tempo Integral implantada neste governo?

Grossi: Em 2009, com a participação da Prefeitura, foi iniciada a implantação do IFET- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo. Em 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o prefeito Lucas Siqueira juntamente com o secretário municipal de Educação, Eurípedes de Assis Peres, onde oficializou o IF- Triângulo, Campus Avançado de Patrocínio. Tudo isso faz parte de um trabalho mostrando que a comunidade também se preocupa com a educação e conhecimento, não só com a parte econômica. Quero ressaltar que todo este trabalho, desde 1971 até agora, dependeu de pessoas que tem boa vontade, que participam, não só pessoas da comunidade que querem ajudar, mas também do poder político: prefeitos, deputados. Há muito tempo estávamos preocupados em trazer uma escola de nível federal para Patrocínio para que a população pudesse ter acesso a uma escola de nível superior de forma gratuita, o que representa um passo a frente na educação. Oferecer um bom ensino, gratuito, onde mais pessoas possam participar. Dessa forma a criação do IFET foi muito importante. Tenho a expectativa de que até o final deste governo Patrocínio possa ter em todas as escolas municipais o ensino em Tempo Integral, sendo este um grande desafio, porque os jovens receberão mais educação, conhecimento, sairão das ruas. O conhecimento é o maior patrimônio que se tem. Tenho certeza que esse trabalho iniciado da Escola em Tempo Integral será concluído. Este é o maior presente a ser dado à comunidade, além do IFET, e pode sempre contar comigo, que estarei junto.

ASCOM: O Senhor não é político, mas enquanto cidadão, do seu ponto de vista, qual é o papel de um gestor público? E como vê a atual administração?

Grossi: Não é fácil ser prefeito. A pessoa abdica de sua família, da sua privacidade, e quando se é um político honesto faz as coisas com o intuito de ajudar. Desde quando o Lucas começou, percebi sua vontade de servir, e logo no início do mandato, nós do Conselho, procuramos a prefeitura para que pudéssemos buscar algo mais para o ensino da cidade e fomos muito bem recebidos. Acho que se os prefeitos anteriores tivessem atentado para isso - não estou criticando ninguém, mas é uma questão de sensibilidade - nós já teríamos, talvez, em Patrocínio, uma Universidade Federal. Esta percepção por parte da administração foi muito importante porque eles correram atrás. Trouxeram já em 2009 o IFET que começou inclusive bancado pela Prefeitura. Às vezes as pessoas não sabem disso. Foram feitas várias reuniões na Fundação, reuniões com o prefeito Lucas, com o vice-prefeito Fausto, sabendo da força de vontade deles em resolver o problema. É importante dar esse testemunho. As pessoas, às vezes, não sabem o que significa uma instituição como o IFET na comunidade, é um ensino gratuito, que começou com o ensino técnico e esperamos e cobraremos que venham os cursos superiores, para cumprimento das promessas dos órgãos públicos federais. Hoje a prefeitura oferece 150 bolsas e a Fundação 470, mas não é suficiente. Nós, como cidadãos, temos o direito – devido aos impostos que pagamos - que o governo federal banque esse ensino. Isso está acontecendo, mas está acontecendo porque teve alguém que correu atrás, e isso se deve ao nosso prefeito Lucas e ao vice Fausto.

ASCOM: Evidentemente o Senhor tem acompanhado o desenrolar dessa administração, onde problemas financeiros herdados foi um fator que dificultou a realização de tantas coisas, mas é perceptivo à vontade em buscar o bem comum, como por exemplo, o empenho para a vinda da Fosfertil e de outras empresas para a cidade que trarão um benefício para a comunidade. Como o Senhor vê essa atitude?

Grossi: Como cidadão, eu queria fazer um apelo público. Nós devíamos deixar só de criticar, e sim colaborar. Se cada cidadão colaborar, nós teremos uma força muito grande, até para cobrar, porque o poder público tem que ser cobrado sim, ter resultados, mas vamos em primeiro lugar ajudar, dar uma empurradinha na locomotiva para que ela possa pegar o seu caminho. Sabemos que o atual prefeito pegou a cidade com muitas dívidas. Tem que pagar a conta, e ele está pagando as contas. Eu acredito na seriedade do nosso prefeito, e nos poderíamos dar um voto de confiança e esperar um pouquinho para que ele cumpra aquilo que se comprometeu a fazer, e acredito que ele vai fazer. Quanto ao desenvolvimento de Patrocínio, da nossa região, nós temos um futuro brilhante, promissor, como por exemplo, a Fosfertil. Falou-se em um investimento de 2 bilhões de reais no empreendimento, isso é muito dinheiro que irá proporcionar muito progresso. Vamos desenvolver nossa cidadania e participar desse crescimento. Patrocínio é uma das melhores cidades de se morar no mundo, clima agradável, povo bom e tranqüilo, vamos usar isso em prol de todos.

ASCOM: Qual a expectativa que a atual gestão desperta no José Carlos, cidadão?

Grossi: Embora esteja sempre preso aos negócios, minha expectativa é muito grande. Tem muito o que ser feito. O trabalho do prefeito não é fácil, além de lidar com toda parte urbana, ruas esburacadas, avenidas para serem feitas, a parte de saneamento entre tantas coisas. Temos que colaborar. Se cada um der a sua parcela, seguramente, o prefeito vai fazer o melhor trabalho, e terá ânimo, pois apenas críticas destrutivas e de interesse partidário não refletem a situação atual. Temos sim é que ajudá-lo.

ASCOM: Depois dessa conversa, que mensagem o Senhor deixa para a população e aos gestores públicos?

Grossi: O Brasil vive um momento especial, e chegar onde chegamos foi construído durante muitos anos com o governo de dois presidentes, Fernando Henrique e Lula que conseguiram acabar com a inflação. Temos uma boa posição perante a economia mundial. A crise esperada não foi tão grave e temos no Brasil uma oportunidade de crescimento como um todo. Em Patrocínio temos um momento especial com tudo que se avizinha (Fosfertil e tudo mais). Nós patrocinenses devemos aproveitar esse momento e pensar em um crescimento em todos os níveis, não só economicamente, mas na parte do conhecimento, saúde e bem estar da população. Vamos dar as mãos, vamos crescer como uma cidade unida, esquecer as brigas políticas, pois temos outras coisas mais importantes. Apoiar o atual prefeito e trabalhar junto toda a classe política, Câmara, Prefeitura e cada um fazer a sua parte, pois o momento que vivemos é muito importante para o bem estar de todos na cidade.  O Lucas terá que trabalhar muito, e além do talento e dedicação, precisará contar muito com a comunidade. Continue trabalhando, sendo sempre esta pessoa honesta e conte com todos nós que faremos uma cidade muito melhor.

 

Veja tambÉm: