Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - Café na bolsa de NY encerrou o dia com valorização, a posição dezembro variou entre a máxima de +6,05 e mínima de +0,35 pontos, fech

 

postado em 24/08/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 24/08/11.

MERCADO INTERNO
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 505,00 R$ 485,00
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 505,00 R$ 485,00 Setembro/2011 272,50 +3,65
Alta Paulista/Paranaense R$ 495,00 R$ 480,00 Dezembro/2011 273,75 +2,15
Cerrado R$ 515,00 R$ 500,00 Março/2012 276,45 +2,05
Bahiano R$ 495,00 R$ 480,00
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 330,00 R$ 300,00 Setembro/2011 358,45 +4,75
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 340,00 R$ 330,00 Dezembro/2011 353,00 +0,75
Dólar Comercial: R$ 1,6100 Março/2012 349,65 +0,60

As operações na bolsa de mercadorias em N.Y. encerraram o dia com valorização, a posição dezembro variou entre a máxima de +6,05 e mínima de +0,35 pontos, fechando com +2,15.
O dólar encerrou os trabalhos com alta de 0,63% nesta quarta-feira. O movimento de zeragem de posições vendidas no mercado futuro prossegue, agora concentrado em fundos de hedge, principalmente estrangeiros, que ainda carregam posição vendida em derivativos de cerca de US$ 15 bilhões. Esse fator técnico local ajudou a dar suporte ao avanço do dólar à vista e futuro hoje, de acordo com operadores de bancos e corretoras consultados pela Agência Estado. Investidores seguem cautelosos, aguardando o discurso do presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, na sexta-feira em Jackson Hole, para saber se haverá a sinalização de alguma forma de alívio monetário adicional.

Uma pesquisa inédita do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) conseguiu resultados expressivos em laboratório no combate ao nematoide, verme que produz doença do solo de difícil controle e de rápido crescimento e que afeta a cultura do café. Para isso foram utilizados fungos micorrízicos e nematófogos, que impediram o seu crescimento e reprodução. No trabalho realizado pelo pesquisador Élcio Balota, do Iapar, e pela bolsista do Centro Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, Alexandra Scherer, com a colaboração de outros servidores da instituição, conseguiu-se com o tratamento uma redução de até 88% no fator de reprodução do nematoide (Meloidogyne paranaensis). “Isso representa muito em laboratório. Falta agora testar a eficácia dessa técnica no campo”, explica Scherer. Essa será a segunda etapa da pesquisa, que prevê ainda uma terceira fase de treinamento dos agricultores para produzir os fungos na propriedade com bom padrão de qualidade. “Todo esse trabalho vai exigir mais três a quatro anos”, reforça Balota. O pesquisador destaca a importância de não “pular” nenhuma parte da pesquisa para que ela traga os benefícios esperados aos agricultores. “Se essa técnica não for usada corretamente nas propriedades rurais corre-se o risco de propagar ainda mais a praga, em vez de combatê-la”. Segundo Balota, os fungos micorrízicos e os nematófogos impossibilitaram a entrada dos nematoides assim que se instalaram nas raízes. “A barreira é química e física. Além de fechar a porta, os fungos produzem substâncias que impedem o verme de entrar. Como a raiz é local onde a larva se reproduz, ela não se espalha”.

SEM AGROTÓXICOS – Conforme o pesquisador, o uso desses dois tipos de fungos para combater o nematoide é inédito no Brasil. “É uma tecnologia barata que estamos desenvolvendo. Esperamos contribuir para que áreas atualmente inutilizadas por causa da infestação do nematoide voltem a ser produtivas”, diz Balota. Alexandra Scherer lembra o estrago que o nematoide provoca no campo e a dificuldade de combatê-lo para justificar a importância do trabalho de pesquisa. “A perda na produção pode chegar a 25% em casos mais graves, já que a larva atrapalha a absorção de água e a nutrição da planta. É bom lembrar que o controle desse verme em plantas perenes como a do café é bastante complexa, porque não é possível simplesmente erradicar o pé quando houver uma ocorrência do nematoide, como se faz com a soja, por exemplo”. Balota ainda aponta as graves consequências do uso de agrotóxicos para impedir o crescimento da larva. “Como se trata de um organismo que vive em raízes, é preciso aplicar quantidade razoável de agroquímico, o que pode contaminar o solo e até o lençol freático”. Este é um dos resultados de pesquisa que o Iapar está apresentando no VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, que acontece até esta quinta-feira (25) em Araxá, Minas Gerais. Participam do evento 47 pessoas, entre pesquisadores, funcionários e bolsistas do Iapar, que levou 31 trabalhos sobre os mais variados temas envolvendo a cultura cafeeira. As informações são da Agência de Notícias do Paraná.
No ano diplomático da Itália no Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Museu do Café apresentam a exposição Qui si beve caffè. A abertura oficial acontece hoje, e vai apresentar uma paixão em comum entre os dois países: o café. A mostra destaca não só as questões históricas relacionadas à imigração incentivada pela atividade cafeeira, como também a influência italiana no uso social do café em terras brasileiras. “O mundo não saberia o que é um bom café se não fosse a contribuição da Itália”, afirma a diretora técnica do Museu do Café e curadora da exposição, Marília Bonas. “A Itália é o terceiro maior mercado importador do caf& eacute; brasileiro e a relação que desenvolvemos com os italianos é intensa desde a época da imigração para o Brasil. Essa exposição destacará os hábitos e a presença do café no dia a dia dos italianos e a influência em termos de qualidade e formas de consumo em nossos países”, afirma o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva. O ministério, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), apoia o evento.

Exposição

Utilizando objetos de época, a mostra passeia pelas transformações do tradicional cafezinho ao longo dos anos, contemplando ainda a revolução dos filtros de papel, o café solúvel, as cafeteiras italianas, até chegar às modernas máquinas de expresso caseiras. A relação entre Brasil e Itália evolui até o panorama de suas relações na esfera comercial, com destaque para a grande representatividade do grão brasileiro no mercado italiano. Em 2010, a Itália foi o terceiro principal destino da exportação nacional, com 2,78 milhões de sacas de 60 kg.
Um módulo itinerante da mostra será exposto em eventos ligados ao café e em escolas e centros culturais do interior do estado de São Paulo. Serão exibidas as relações de produção, indústria, exportação e qualidade do café brasileiro na sua relação com a Itália.
Serviço
A exposição estará aberta de terça a sábado, das 9h às 17h, e domingos, das 10h às 17h, na antiga sede da Bolsa Oficial do Café, localizada na Rua XV de Novembro, 95, em Santos (São Paulo). Telefone (13) 3213 1750.


Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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