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Federacafe contesta cálculos sobre perdas em exportação cafeeira

 

postado em 21/08/2011 | Há 6 anos

Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira

Não é segredo: o Fundo Nacional do Café da Colômbia passa por uma má situação financeira. Segundo os dados oficiais, essa entidade registrou um déficit de 368 bilhões de pesos (207 milhões de dólares) em 2010, um dos mais altos dos últimos anos. Por essa razão, o governo está comprometido em fortalecer as finanças desse Fundo.

No entanto, isso ocorre devido a um evidente erro nas cifras sobre as vendas de café e deixa interrogações sobre a política comercial da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) e a natureza da desregulação das finanças da entidade encarregada em administrar e manejar o Fundo.

Resulta que em sua página na web a Federação divulga os dados sobre o valor das exportações entre 2007 e maio de 2011. De acordo com esses dados, desde 2007, a Federação vem exportando café a um preço inferior ao dos exportadores provados. As diferenças chegam a tal ponto que, em 2007, o café verde da Federação — sem incluir os especiais — se vendeu a um preço inferior em 33 centavos de dólar por libra frente à cotação dos exportadores privados.

Isso significou um custo de oportunidade de 102 milhões de dólares. O mesmo ocorreu em 2008, 2009, 2010 e ainda ocorre em 2011. Ao somar a diferença, a Federação teria deixado de receber 582 milhões de dólares entre janeiro de 2007 e maio de 2011, por vender seu café mais barato, justamente em momentos em que o grão registrava preços historicamente altos.

O diretor comercial da Federação, Andrés Valencia, explicou que a entidade nunca vendeu seu café mais barato que o restante dos exportadores. Ele afirmou que tudo se trata de um erro por parte da entidade, pois publica na internet cifras sem consolidação. Segundo ele, há diferenciais entre o tempo em que se registram as faturas dos exportadores provados e as da Federacafe. De acordo com Valencia, por isso as estatísticas da internet da Federação não são as corretas.

Valencia disse que a realidade do balanço é outra e, em média, o café exportado pela Federacafe é vendido a um preço superior aos dos outros comerciantes. Por exemplo, em 2007, a média de venda da Federação focou em 1,2 dólar por libra, acima dos exportadores privados. Algo parecido ocorreu nos anos posteriores, quando diferença aumentou, seguindo a tendência dos preços internacionais. Em 2010, a libra do café da Federação custou, em média, 2 dólares acima do restante dos exportadores.

Segundo ele, mirar as médias pode ter muitos significados, pois há casos de pequenas exportações que saem muito custosas para libra, o que impulsiona a receita para alta e gera desvios nas análises. Para Valencia, é fato claro que a Federação vende café a um bom preço.

Fonte: Notícias - Rural  http://www.jornalcomarca.com.br/

 

 

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