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COTAÇÃO DO CAFÉ - Com temor da crise dos Estados Unidos e valorização do dólar café na bolsa N.Y. encerrou as operações em queda nesta quinta-feira

 

postado em 28/07/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 28/07/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 455,00 R$ 425,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 455,00 R$ 425,00 Setembro/2011 238,65 -2,55
Alta Paulista/Paranaense R$ 445,00 R$ 415,00 Dezembro/2011 243,00 -2,55
Cerrado R$ 465,00 R$ 455,00 Março/2012 246,45 -2,50
Bahiano R$ 445,00 R$ 415,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 310,00 R$ 285,00 Setembro/2011 315,05 -2,10
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 320,00 R$ 310,00 Dezembro/2011 314,50 -2,50
Dólar Comercial: R$ 1,5690 Março/2012 314,80 -2,05

A bolsa de mercadorias de N.Y. encerrou as operações em queda nesta quinta-feira. O mercado foi pressionado negativamente pelos temores sobre a crise da dívida nos Estados Unidos juntamente com a valorização do dólar. A posição setembro variou entre a máxima de +3,40 e mínima de -4,00 pontos, fechando com -2,55 pts.
 
O dólar finalizou o dia com alta de 0,64%, s ustentado pela valorização ante o euro e por ajustes adicionais de posições às novas medidas do governo que focaram os derivativos cambiais e empréstimos externos. Apesar da cautela dos investidores antes da votação de um projeto sobre a elevação do limite de endividamento dos EUA hoje no Congresso e do risco potencial de rebaixamento dos ratings do país, as notícias negativas sobre a Europa foram preponderantes e induziram a continuidade da venda de euro. O Ministério da Fazenda, fez pela manhã um esclarecimento sobre a forma de recolhimento de IOF sobre as operações de derivativos atingidas pela nova medida que mexeu com o preço do dólar, levando à mínima no mercado futuro e desacelerou a alta no mercado à vista. Como logo perceberam que o recolhimento diário do IOF nos derivativos deve começar a ser feito a partir de 5 de outubro, mas a apuração deve ser retroativa à data de ontem, os agentes financeiros retomaram compras, dando suporte ao dólar. O governo autorizou o Conselho Monetário Nacional (CMN) a definir regras específicas para as negociações no mercado de derivativos e a tributar as operações com IOF de até 25%. A expectativa é de que isso deve diminuir o espaço para especulação. O Banco Central realizou  dois leilões de compra de moeda no mercado à vista, com as taxas de corte em R$ 1,566 e R$ 1,567 respectivamente.
 
O governo fez uma série de revisões para as condições de financiamentos com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), como a prometida unificação das linhas de crédito e de colheita para a lavoura cafeeira, novos limites de crédito, crédito para estocagem, mudança de prazo e linha especial para café solúvel. “Fizemos uma reestruturação para simplificar o crédito aos produtores e as operações para as instituições financeiras”, explicou o secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt.

A partir de agora, de acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a linha de crédito de custeio passou a englobar os itens financiáveis de custeio e de colheita em uma só operação. Foi determinado também o aumento de limite de crédito de R$ 4 mil para até R$ 4,5 mil por hectare e de R$ 400 mil para R$ 650 mil por produtor. O CMN definiu que o período de contratação passa a ser de 1º de outubro a 28 de fevereiro e que, em alguns casos, este prazo pode ser estendido para até dia 31 de julho de cada ano. Também aumentou o prazo máximo de reembolso de 45 dias para três meses após a colheita. Para isso, no entanto, precisa ser respeitado o limite de 30 de dezembro no caso dos Estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e São Paulo e de 30 de novembro para os demais Estados.

No caso de crédito de estocagem, o Conselho resolveu também aumentar o limite de financiamento de até R$ 750 mil para R$ 1,3 milhão em cada safra por produtor rural ou cooperado. Estabeleceu também que, caso o preço médio pago aos produtores rurais na região ultrapasse em mais de 30% o preço mínimo vigente, os bancos poderão considerar como valor de base para o financiamento até 80% do preço médio de mercado pago aos produtores. “Isso poderá demandar menor quantidade de produto como garantia. Assim, o produtor poderá ter o mesmo financiamento com a apresentação de menos sacas de café”, explicou Bittencourt.

Para Financiamento para Aquisição de Café (FAC), a principal mudança foi, segundo o secretário, o aumento do prazo para contratação, de 1º de abril a 30 de setembro, para 1º de abril a 30 de dezembro de cada ano. Também para o FAC será permitido o uso de preço de mercado como referência. O CMN passou a incluir entre os beneficiários as cooperativas de cafeicultores que exerçam as atividades de beneficiamento, torrefação ou exportação de café. Por fim, aumentou o valor de limite de crédito para beneficiamento ou industrialização, de R$ 20 milhões para R$ 40 milhões. Outra mudança anunciada hoje pelo CMN foi a transformação da linha de crédito de contratos de opções e de operações em mercados futuros permanente. O Conselho estabeleceu que o prazo para a contratação deve ser de 1º de abril a 28 de fevereiro do ano seguinte. No caso de financiamento para recuperação de cafezais danificados, o CMN tornou a linha de crédito também permanente e ampliou a abrangência dos eventos amparados pelo crédito de recuperação para alcançar também lavouras atingidas por eventos climáticos. Ainda no âmbito de crédito para recuperação, o Conselho definiu que a contratação das operações estabelecida  de 1º de março a 31 de outubro somente pode ser efetuada até 10 meses após a ocorrência do evento. governo deu uma atenção especial para a indústria de café solúvel, criando uma linha de crédito para financiamento de capital de giro para as indústrias instaladas no País, com limite de crédito de até R$ 40 milhões por beneficiário. O CMN também fixou um prazo de reembolso em até 24 meses (incluindo seis de carência) e direcionou o volume de até R$ 150 milhões para aplicação nesta safra. As informações são da Agência Estado.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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