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CAFÉ: PREÇOS VOLTAM A CEDER NA BOLSA DE NY

 

postado em 24/06/2011 | Há 6 anos

Os preços do café tiveram mais uma semana de perdas na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), que baliza as cotações internacionais do grão. Além de fatores técnicos e gráficos e das preocupações macroeconômicas, as cotações do arábica em NY foram pressionadas por perspectivas de maior tranquilidade no abastecimento global.    

O cenário ainda é de aperto na oferta em relação à demanda mundial. Entretanto, o sentimento é de que o pior já pode ter passado. O momento é de colheita da safra brasileira. Mesmo sendo uma safra menor dentro do ciclo bienal, o período é de entrada no mercado da produção da maior nação cafeicultora do mundo, o que traz natural peso sobre os preços.    

Para a temporada 2011/12, a América Central e Colômbia devem ter resultados melhores em sua produção, trazendo uma oferta mais adequada de cafés suaves/lavados ao mercado. E o Vietnã virá com uma safra forte em 2011/12, como mostraram números do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta semana. Isso gera um sentimento de melhora no abastecimento de café.     

Mesmo que o consumo mundial mantenha um crescimento constante, o período agora também é de maior tranqüilidade, porque chegou o verão no Hemisfério Norte, quando grandes nações demandantes de café diminuem o consumo de bebidas quentes. Isso ajuda a explicar porque na semana passada os preços chegaram a cair aos níveis mais baixos em NY em praticamente cinco meses.    

No balanço da semana até esta quinta-feira (23/06), a Bolsa de NY acumulou perda de 1,5%, caindo de 252,50 centavos de dólar por libra-peso  para 248,70 cents neste dia 23.    

No mercado brasileiro de café, a semana foi lenta nos negócios, até mesmo em função do feriado de quinta-feira, mas também diante das recentes quedas nas cotações. Os cafés arábica de melhor bebida da safra nova estão em torno de R$ 450,00 a saca, com defasagem de R$ 20,00 a R$ 30,00 em relação a grãos da safra 2010.

VIETNà   

Os preços internacionais do café poderão ser pressionados e reduzidos com a safra maior do Vietnã na temporada 2011/12 (outubro/setembro). A avaliação parte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, segundo noticiaram agências internacionais.    

O USDA destaca que os preços no mundo, que recentemente atingiram patamares históricos de alta, poderão ser afetados pela recuperação de safras em importantes países produtores, com destaque para o Vietnã.    

A produção do Vietnã em 2011/12 poderá crescer para 20,6 milhões de sacas de 60 quilos, com incremento de 10% sobre a safra 2010/11. O maior investimento dos produtores nas lavouras deve levar ao aumento da produtividade, comentou o USDA em relatório. O Vietnã ultrapassou recentemente a Colômbia como o segundo maior produtor de café do mundo, ficando atrás apenas do Brasil.    

O estoque final 2011/12 do Vietnã é colocado em 1,7 milhão de sacas, com acréscimo de 39% sobre os estoques de 2010/11.
 

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