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Derriçadeiras ganham espaço entre os agricultores

 

postado em 28/05/2011 | Há 6 anos

EPTV / Caminhos da Roça

27/05/2011
 

As derriçadeiras estão entre os itens mais procurados em uma loja de máquinas e implementos agrícolas, na cidade de Machado, Minas Gerais. Com a mãozinha, como é conhecida, a colheita do café ficou mais rápida e barata. O funcionamento é simples, um conjunto de hastes vibra e os frutos caem dos galhos.
 
O comerciante Fábio Savino afirma que as vendas desse item crescem todos os anos. "O crescimento anual tem sido de 20% em média", diz.
 
De acordo com o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) - Administração Regional, Cleiton Arthur Ferreira, a quantidade de café colhido pode até triplicar quando o equipamento é utilizado. “O apanhador de café na mão pode chegar, em um ano de alta, a até 20 medidas. No caso do equipamento, em período de alta, de 50 chegando ao número máximo de 70 medidas por dia”, afirma.
 
A derriçadeira custa em média R$ 1.500,00. Existem ainda modelos mais caros, com uma potência maior. O trabalhador rural Lieser Corrêa Moraes comprou uma por quase três mil reais, um investimento que, para ele, tem retorno garantido. "Antes era difícil, tinha que apanhar com a mão. No fim a porcentagem que vinha para a gente era muito pouca", conta Lieser, que já tem contratos fechados para esta safra.
 
Quem colhe café já conhece todas essas vantagens, só que para conseguir bons resultados com a derriçadeira é preciso usar o equipamento de forma correta.
 
Com objetivo de orientar os produtores, o Senar promove um curso sobre o equipamento. Nas aulas práticas, eles recebem orientações técnicas. "O procedimento correto é trabalhar no ponteiro com a derriçadeira na vertical. Na parte do meio e da saia do café, ela deve estar deitada, ou seja, na horizontal. E sempre entrar na marcha lenta", explica o instrutor Cleiton durante as aulas. Além disso, o treinamento serviu para orientar os produtores sobre o uso dos equipamentos de proteção. “É muito importante para nós, para saúde e para o bolso.”

 

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