Produção

Café da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais – Uma Realidade de Sabores

 

postado em 19/05/2011 | Há 6 anos

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, depois de uma análise técnica rigorosa, baseada na Resolução INPI 75/2000, publicou o DEFERIMENTO DO PEDIDO DE INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA para a “Região da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais” para o produto café. Depois de formalizada, será a primeira microrregião a obter o Selo de Indicação de Procedência para o café.

A Indicação de Procedência guarda relação com o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território conhecido como centro de extração, produção, fabricação de um determinado produto agropecuário ou extrativista, tendo como fundamento a notoriedade.
A cafeicultura mundial vem ganhando formas de avaliação sensorial mais avançada, procurando identificar os aromas e sabores particularidades de cada origem.

A microrregião da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM, situada na Serra da Mantiqueira, possui condições especiais de clima e ambientes propícios à produção de cafés especiais. A Serra abriga uma das regiões de maior altitude do Brasil, demonstrando a predominância da topografia montanhosa, com clima chuvoso no verão e frio e seco durante o período de maturação dos frutos e também durante a colheita, tendo como resultado final uma bebida exemplar.

Em 2000, a Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM, através da consultoria de Ensei Uejo Neto, iniciou os trabalhos para conquista de um diferencial para a produção de cafés especiais, cafés estes artesanalmente produzidos, por estar situado numa região montanhosa.  Foi constituída uma Comissão técnica com representantes dos associados da APROCAM, pesquisadores do MAPA/FUNDAÇÃOPROCAFÉ, Dr. Antônio Wander Rafael Garcia e Dr. José Braz Matiello, com o objetivo de elaborar o projeto de Indicação de Procedência (IP) para os cafés da Serra da Mantiqueira – Face Minas Gerais. O trabalho foi realizado em três etapas: Estudo Agronômico, Análise sensorial dos cafés e histórico da produção na microrregião, comprovando a notoriedade da cultura.

Tão logo, o Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA, publicou a delimitação territorial da microrregião, o processo foi depositado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI. A análise do processo exige paciência, pois todos os requisitos da microrregião são meticulosamente analisados, por se tratar de um Selo que garante ao consumidor que o produto em questão possui atributos diferenciados e tem origem.

Os Municípios representados por seus Prefeitos Municipais, que integram a microrregião são: Baependi, Brasópolis, Cachoeira de Minas, Cambuquira, Campanha, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição das Pedras, Conceição do Rio Verde, Cristina, Dom Viçoso, Heliodora, Jesuânia, Lambari, Natércia, Olímpio Noronha, Paraisópolis, Pedralva, Pouso Alto, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço e Soledade de Minas.  A região contempla em torno de 8.000 produtores, sendo 82% agricultores familiares, perfazendo uma safra anual de 1.025.000 de sacas de café com 50.000 hectares de café , gerando em torno de 150.000 empregos entre diretos e indiretos. (fonte: EMATER).

O Selo de Indicação de Procedência trará vários benefícios para a microrregião, tais como proteção e reconhecimento da microrregião, agregação de valor ao produto, desenvolvimento sustentável, etc.,  visando sempre um lucro coletivo.

Muito dos trabalhos para essa conquista, a microrregião contou com apoio do SEBRAE, IMA, BANCO DO BRASIL, COCARIVE, COOPERRITA, SINDICATOS DOS PRODUTORES RURAIS DE CARMO DE MINAS e de SANTA RITA DO SAPUCAÍ, EMATER, FAEMG, PREFEITURA MUNICIPAL DE CARMO DE MINAS,  e também do INPI, que analisou e  deferiu o processo de Indicação de Procedência.
Os trabalhos não param por aí, a microrregião conta com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras – UFLA, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária –EMBRAPA –CAFÉ , do Instituto Agronômico de Campinas – IAC, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG e do Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA, Universidade de Brasília – UNB, equipe multidisciplinar, cujo objetivo é desenvolver um embasamento técnico e científico para a conformidade de padrões de identidade e qualidade do café da região conhecida como Serra da Mantiqueira. O projeto em execução, “Protocolo de identidade, qualidade e rastreabilidade para embasamento da Indicação Geográfica dos Cafés da Mantiqueira”, sob coordenação do Professor Dr. Flávio Meira Borem,  tem como objetivo dar o suporte tecnológico necessário para o processo de Denominação de Origem dos cafés da Mantiqueira, projeto este apoiado pelo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA e  CONSELHO  NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO - CNPq.

O objetivo é agregar valor aos cafés especiais produzidos na microrregião, que já possuem tradição, notoriedade e historicamente destacam-se pela alta qualidade comprovada pelos melhores concursos de qualidade de café do Brasil.

Fonte: APROCAM
Contato: (35) 3334-1700
e-mail: aprocam@aprocam.com.br

 

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