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COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro retornou aos trabalhos nesta segunda-feira em queda

 

postado em 26/04/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 25/04/11.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 540,00 R$ 520,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 540,00 R$ 520,00 Maio/2011 287,90 -3,40
Alta Paulista/Paranaense R$ 530,00 R$ 510,00 Julho/2011 290,80 -3,75
Cerrado R$ 550,00 R$ 540,00 Setembro/2011 293,65 -3,60
Bahiano R$ 530,00 R$ 510,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 310,00 R$ 280,00 Maio/2011 379,00 -7,95
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 320,00 R$ 310,00 Setembro/2011 364,15 -8,60
Dólar Comercial: R$ 1,5720 Dezembro/2011 363,25 -8,50

O mercado cafeeiro retornou aos trabalhos nesta segunda-feira em queda. Em N.Y. na quinta-feira, 21/04 feriado no Brasil a posição julho registrou queda de 4,90 pontos e hoje -3,75.
 
O dólar retomou as operações, após o feriado prolongado, com volume pequeno de negócios e fechou a sessão com alta, 0,13% cotado a R$ 1,5720. Sem muitas novidades, a moeda norte-americana ganhou força no lado comprador no final da manhã. A elevação da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual na última quarta-feira, para 12% ao ano, não gerou de imediato um movimento mais forte de entrada de recursos. O Banco Central realizou dois leilões de compra de dólar no mercado à vista, com taxas de corte de R$ 1,5720 e R$ 1,5737. Para os próximos dias, no entanto, os especialistas ressaltam a possibilidade de que movimentos técnicos ganhem força, uma vez que a proximidade do fim do mês costuma gerar rolagem de posições e disputa pela formação da taxa PTAX a ser usada na liquidação dos contratos futuros de dólar.
 
Apesar do câmbio atrapalhar muitos exportadores, a expectativa para as vendas externas da cafeicultura brasileira é promissora. Segundo o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva, enquanto, no ano passado, as receitas com as 33 milhões de sacas embarcadas para o exterior ficaram em US$ 5,8 bilhões, em 2011, a previsão é que as receitas ultrapassem US$ 7 bilhões. O valor é recorde e corresponde a 30 milhões de sacas negociadas. O volume menor a ser comercializado se deve ao fato da safra brasileira de café, uma cultura bianual, estar em ano de ciclo de baixa, fazendo com que a expectativa de produção fique em 43,3 milhões de sacas este ano, contra 48,1 milhões de sacas, em 2010, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Silva ressalta, no entanto, que os preços do produto mais que dobraram em menos de um ano, principalmente, devido aos baixos estoques mundiais.  “Em junho do ano passado, o valor da saca estava em R$ 250 e, agora, está em R$ 540”, afirmou Silva, candidato brasileiro para dirigir o Conselho Nacional do Café, com sede em Londres. O Brasil é responsável, atualmente, por 36% da produção mundial de café e 34% de todas as exportações mundiais. Na próxima semana, Silva e mais de 500 produtores, torrefadores, pesquisadores, exportadores, especialistas e baristas brasileiros viajam a Houston, nos Estados Unidos, para participar da maior feira de cafés especiais do mundo, na qual o Brasil será o país tema, com o slogan "Cafés Especiais do Brasil: Um País, Muitos Sabores”. Segundo ele, a cafeicultura nacional vive um momento especial, vendendo para todo o mundo, sendo o maior exportador e ocupando mercados de outros países que não honraram seus contratos. As informações são da Agência Brasil.
 
O projeto “Fenotipagem, genotipagem e análise da diversidade genética e estrutura de uma coleção da Etiópia de Coffea arabica”, coordenado pelo pesquisador da Embrapa Café Luiz Filipe Protásio Pereira, é um dos aprovados no edital da Capes em parceria com a Fundação Agrópolis, da França. A Agrópolis, responsável pelo repasse financeiro ao projeto, é uma rede que integra todas as instituições de pesquisa agrícola e para o desenvolvimento sustentável do país na cidade de Montpellier, incluindo o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad). A execução da pesquisa será feita como o Cirad, um dos principais parceiros internacionais da Embrapa Café. De acordo com o pesquisador Luiz Filipe, coordenador brasileiro do projeto, este não é o primeiro trabalho conjunto entre o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), instituição do Consórcio Pesquisa Café, o Cirad e a Embrapa Café, coordenadora do Programa Pesquisa Café do Consórcio. “Essas parcerias já geraram muito conhecimento e resultaram em diversas publicações científicas nos últimos anos”, destaca o pesquisador. Nesta pesquisa, o objetivo é promover esforços para analisar a diversidade e a estrutura de recursos genéticos de C. arabica oriundos da Etiópia, para fornecer subsídios aos programas de melhoramento do cafeeiro. “A partir de trabalhos técnicos e científicos podemos gerar conhecimentos relevantes, como no caso da técnica dos marcadores moleculares aplicada no melhoramento do cafeeiro”, comenta Luiz Filipe, ressal tando o diferencial da pesquisa. O projeto prevê a realização de viagens de cooperação técnica entre os dois países e envio de bolsistas à Montepellier. O pesquisador da Embrapa Café explica que o Brasil possui recursos e infraestrutura necessários para as pesquisas em café, mas o trabalho em conjunto permite a complementação de conhecimentos e tecnologia, além do apoio e troca de experiências no trabalho com outros pesquisadores. “Tudo isso reforça uma colaboração que já vem acontecendo entre a Embrapa Café, o Iapar e o CIRAD e que só agrega valor ao nosso trabalho”, avalia Luiz Filipe. O projeto conjunto de pesquisa conta também com o apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As informações são da Embrapa Café -  http://www.embrapa.br/cafe  Fone: (61) 3448-4566 Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br

 

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