Produção

Especial Região do Cerrado Mineiro - Organização diferencia a Região do Cerrado Mineiro

 

postado em 24/04/2011 | Há 6 anos

A Região do Cerrado Mineiro é regulamentada pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, uma organização sem fins lucrativos, organizada e estruturada em um grupo composto por 7 associações de produtores e 8 cooperativas. E é a união dos produtores da região que faz a diferença e que permite a realização de ações inovadoras, como o lançamento do conceito Café de Atitude, a estratégia de marca que começa a ser colocada em prática.

Produtora de café há pouco mais de 40 anos, a Região do Cerrado Mineiro ganhou destaque no cenário nacional tanto pela alta qualidade de seus grãos quanto pela ousadia com que busca diferenciação e alternativas para a atividade, sempre contemplando todos os produtores e as comunidades. 

Esse formato de organização teve início em 1992, quando foi criado o Caccer – Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado para a representação institucional da região e do marketing da marca Café do Cerrado, numa tentativa promissora de alavancagem de preço, que se deu com o passar dos anos, aliada à produção de qualidade dos produtores. Desde então, conquistas relevantes têm se destacado no cenário nacional e internacional. Em 1995, foi solicitado ao governo a demarcação das áreas produtoras de Minas Gerais, que foram divididas nas regiões: Sul de Minas, Cerrados de Minas, Montanhas de Minas e Jequitinhonha de Minas. Posteriormente, a região dos Cerrados de Minas passou a ser denominada Cerrado Mineiro.

A busca contínua pela melhoria da qualidade levou à criação, em 1999, da Fundaccer – Fundação de Desenvolvimento do Café do Cerrado, cuja missão é estabelecer linhas de pesquisa para a produção, identificação e aplicação de cafés especiais. A Fundação atua em parceria com universidades brasileiras e centros de pesquisa; mantém convênios com renomadas instituições internacionais e é a mantenedora do CEC – Centro de Excelência do Café do Cerrado. Localizado em Patrocínio, o CEC tem entre as diversas funções a de realizar cursos e promover intercâmbio permanente de experiências com técnicos e especialistas de diversas regiões produtoras.

Em 2002, foi implantado o sistema de Certificação de Origem e Qualidade para o controle dos cafés que levavam o selo da região, primeiramente com a chancela do IMA – Instituto Mineiro de Agropecuária e, posteriormente, com controle interno próprio, por meio da parceria com a Associação Americana de Cafés Especiais – SCAA. Em 2005, em vista da importância das questões socioambientais, implantou-se o programa de Certificação de Propriedade. Em 2006, mais uma vez por meio da união das entidades, predominantemente das cooperativas, os produtores conseguiram dar viabilidade econômica ao CACCER, num marco de união e fortalecimento para a marca Café do Cerrado.

Em 2007, firmaram parceria com a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, para atender as demandas de torrado e moído, no projeto Cafés Sustentáveis do Brasil. Em 2008, uma parceria estratégica foi feita com a Rainforest Alliance, uma das maiores certificadores socioambientais do mundo, aliando sustentabilidade no empreendimento rural com a origem e qualidade do Café do Cerrado.

Em 2009, em parceria com o Sebrae-MG, partiram para mais um desafio: estruturar um projeto para a obtenção da Denominação de Origem junto ao INPI, com o objetivo de angariar mais uma ferramenta competitiva do agronegócio, bastante valorizada pelo mercado externo e de vanguarda no interno: a intenção é refinar a bebida café ao nível dos vinhos.

Também em 2009 foi alterada a razão social do Caccer para Federação dos Cafeicultores do Cerrado. A mudança traz consigo não só a ratificação da nomenclatura, mas tem como intuito principal a adoção de uma postura mais democrática, na inclusão de todos os cafeicultores da região.

Principais atividades

A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, por intermédio de seus membros, as associações e cooperativas, cria ferramentas e estratégias que contribuam para a melhoria da gestão das propriedades e que possibilitem alavancar novos negócios, revertendo em melhores condições para todas as comunidades envolvidas. Entre as principais atividades estão:

Feiras e Seminários: participação em Feiras e Seminários como SCAA, SCAE, SCAJ (eventos de cafés especiais nos Estados Unidos, Europa e Japão, respectivamente), Encafé e Seminário Internacional do Café, de Santos, entre outros, com o objetivo de disseminar os projetos da Federação e observar as tendências do segmento.

Denominação de Origem: estruturação do projeto, em conjunto com o Sebrae-MG, com o objetivo de angariar mais uma ferramenta competitiva do agronegócio, bastante valorizada pelo mercado externo e de vanguarda no interno, com a intenção de proteger e garantir a origem e o processo de produção dos cafés da região. O projeto foi apresentado ao INPI em outubro de 2010.

Sensibilização de Exportadoras e Traders: realização de visitas para mobilização de exportadores, disseminando as características do café da Região do Cerrado Mineiro e as vantagens na comercialização de um produto com certificado de Origem e Qualidade.

Educampo Café: projeto de capacitação para a gestão de propriedades rurais desenvolvido pelo Sebrae-MG, com o propósito de tornar a atividade cafeeira mais eficiente e competitiva.

‘Trip to Origin’ – Evento para Compradores Internacionais: o objetivo é mostrar às torrefações internacionais, que se preocupam com a qualidade de sua matéria-prima, o autêntico Café da Região do Cerrado Mineiro com Indicação de Origem e todas as ferramentas de Certificação e Rastreabilidade do Produto, assim como entender a necessidade das indústrias americanas.

 

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