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Torrefadores da Costa Rica querem importar café do Peru

 

postado em 29/03/2011 | Há 6 anos

29/03/2011

A Câmara de Torrefadores de Café da Costa Rica pediu a abertura de uma negociação para importar café do Peru, aproveitando o marco da negociação de um Tratado de Livre Comércio (TLC) entre os dois países. O interesse dos empresários é obter melhores condições para a importação de café verde, o qual, segundo dizem, ajudaria a compensar a escassez enfrentada pela indústria costarriquenha neste momento para abastecer o consumo interno.
 
A solicitação foi feita frente ao Ministério de Comércio Exterior (Comex). No entanto, o ministro da Agricultura considera que, no país, não há desabastecimento de café e insistiu que este tema seja resolvido com um dialogo entre os torrefadores de café e o Instituto de Café do país (Icafé).
 
Para o presidente da Câmara de Torrefadores de Café da Costa Rica, José Manual Hernando, desde 2009, como resultado das baixas colheitas, a oferta local de café tem sido insuficiente para abastecer o consumo e a exportação, de forma que, se um acordo comercial está sendo negociado, deveriam aproveitar o potencial do país. "Cada vez é mais difícil garantir localmente a matéria-prima nas quantidades e qualidades requeridas pelo setor industrial, e os efeitos desse desabastecimento está já chegando ao consumidor".
 
O Peru é fornecedor de café para outros países produtores, como a Colômbia, que tem sabido aproveitar suas qualidades para completar seu abastecimento para o consumo interno.
 
A Câmara de Torrefadores insistiu que o produtor nacional está recebendo preços muito bons pelo seu café, tanto pelo que exporta como pele que fica no país, tendo, inclusive, mais de 85% da atual colheita vendida nesse momento. Por outro lado, o setor industrial torrefador enfrenta a dificuldade de se abastecer de grão verde, que requer para fabricar o café consumido no país, de forma que pede condições de maior flexibilidade na oferta de matéria-prima.
 
"Sabemos que a posição das instituições do setor agrícola é a exclusão como estratégia para defender o produtor nacional, mas essa visão não pode seguir sendo a receita para todos os acordos comerciais no futuro, porque as condições de mercado do café têm mudado irreversivelmente e hoje o país está em uma posição muito diferente". A reportagem é do www.diarioextra.com, CaféPoint.

 
  
   

 

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