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Consumo de café bate recorde no Brasil e vai a 4,81 kg por habitante

 

postado em 25/03/2011 | Há 7 anos

DCI

O consumo per capita de café torrado no Brasil atingiu marca histórica e quebrou o recorde registrado há 45 anos. Em 2010, o número foi de 4,81 kg por habitante. O volume supera os 4,72 kg registrados em 1965 pelo extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), até então, o maior índice. O aumento no consumo individual fez com que a demanda total de café no Brasil chegasse a 19,1 milhões de sacas.

Em 2010, o consumo per capita foi 3,5% maior que em 2009, quando o número chegou a 4,65 kg. O consumo de 4,81 kg, registrado em 2010, equivale a quase 81 litros de café por pessoa por ano. Com isso, o Brasil se aproxima da Alemanha, onde o consumo é de 5,86 kg por habitante/ano. O País já supera os índices da Itália e França, grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com volume próximo dos 13 kg por pessoa/ano.

Esse resultado faz parte da avaliação anual realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), com o estudo Indicadores da Indústria de Café no Brasil/2010 - Desempenho da Produção e Consumo Interno e que analisa dados do setor no período compreendido entre novembro de 2009 a outubro de 2010.

"O setor cafeeiro do Brasil atravessa uma fase única em que o produtor pode se orgulhar de seu trabalho. O Brasil está encostando-se ao maior consumidor mundial da bebida que são os Estados Unidos e ainda consegue bater recordes de exportação com 33 milhões de sacas comercializadas no ano passado", avalia o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. "Esses resultados são consequência, em grande parte, de políticas adotadas pelo setor privado, que permitem crescimento da produção, do consumo e das exportações", completou.

Oferta

A oferta de café arábica de qualidade continua restrita no Brasil, conforme pesquisas do Cepea. De modo geral, a disponibilidade desse tipo de grão deve se elevar apenas com o início da colheita da safra 2011/12, em junho. Os poucos lotes de arábica colocados à venda no mercado possuem alta catação, o que diminui a demanda de compradores. Exportadores têm adiado as aquisições do grão, alegando que os preços atuais pedidos por vendedores são elevados. Quanto aos preços, entre 16 e 23 de março, o Indicador do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve aumento de 1,07%, fechando a R$ 521,79/saca de 60 kg.

 

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