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CAFEICULTURA NO ESPÍRITO SANTO

 

postado em 02/03/2011 | Há 7 anos

CAFEICULTURA NO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo ocupa menos de 0,5% do território brasileiro. Nessa pequena área, está inserida uma das mais imponentes cafeiculturas do mundo, numa área aproximada de 500 mil hectares, que são responsáveis pela produção anual de 10,7 milhões de sacas, entre arábica e Conilon, oriundas de 60 mil propriedades. Essa produção coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor do Brasil, com 25% da produção nacional. Quando se trata apenas do Conilon, o Estado ocupa o primeiro lugar, com 72% da produção do Brasil. Se fosse um país, o Estado seria o terceiro maior produtor mundial, perderia para o próprio Brasil e Vietnã.

O café está presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, sendo ele o maior gerador de empregos no Estado. A cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos municípios e representa, sozinho, 43% do PIB agrícola do Estado. Toda a cadeia produtiva gera aproximadamente 400 mil postos de trabalhos por ano, e só no setor de produção são envolvidas 131 mil famílias. A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 4,8 hectares para o café arábica e 9,4 hectares para o café Conilon.

Dentro da produção de café estadual, aproximadamente 73% é de Conilon e 26% de arábica. O café Conilon é plantado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros São Gabriel da Palha, e a produção de cada município é superior a 400 mil sacas por ano. A safra de Conilon em 2010 foi de 7,33 milhões de sacas.

Já o arábica é produzido em 43 municípios capixabas - em regiões com altitude superior a 500 metros -, envolvendo 20 mil propriedades. Cerca de 70% da produção advém das regiões do Caparaó e Serrana, sendo que os principais municípios produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi, Ibatiba. A produtividade média no Estado é de 15,2 sacas beneficiadas/ha, mas muitos produtores alcançam produtividades superiores a 40 sacas/ha, atingindo até 80 sacas/ha.

PLANEJAEMTO

A cafeicultura do Estado do Espírito Santo tem um planejamento com ações bem definidas até o ano 2025, contempladas pelo Novo Pedeag – temática café. Em síntese, esse plano estratégico estabelece metas para o café capixaba: dobrar a produtividade e produção estadual com a produção de 30% do café superior, sem aumento de áreas.

Para alcance dessas metas foram levantados problemas e definidas várias ações estratégicas, que estão sendo implementadas, a curto, médio e longo prazo. As ações prioritárias atuais são: programa de melhoria da qualidade do café Conilon, programa Renovar Café Arábica, marketing internacional e nacional dos cafés do Espírito Santo, desenvolvimento de novas variedades, melhor manejo de irrigação, associação de cafés com árvores, certificação e mercado

 

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