Consumo

Análise sensorial do café é adiada para 2013

Durante esses dois anos, Ministério da Agricultura capacitará 340 degustadores de café torrado em grão e moído. Normas que limitam percentual de impurezas e umidade serão adotadas imediatamente

 

postado em 23/02/2011 | Há 6 anos

Brasília (23/02/2011) - A exigência de análise sensorial para avaliar a fragrância, o aroma, a acidez, o sabor e a qualidade do café torrado em grão e do café torrado e moído foi adiada por dois anos, por meio da Instrução Normativa n° 6, publicada nesta quarta-feira, 23 de fevereiro, no Diário Oficial da União (DOU). O teste faz parte das normas estabelecidas no Padrão Oficial de Classificação do Café, que começa a vigorar na quarta-feira, 23 de fevereiro. Para que um produto seja considerado de qualidade, é necessário apresentar o percentual máximo de 1% de impureza e de 5% de umidade.

“Nesse período, vamos promover mais cursos para formação de classificadores. Hoje, temos 16 profissionais treinados nessa área. A expectativa é capacitar mais 340 técnicos, além de 500 industriais”, informa o coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Fábio Fernandes.

Nos próximos dois anos, as entidades que desejarem executar a classificação do café torrado em grão e do café torrado e moído deverão se adequar às exigências estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. “A adoção desses critérios é importante para verificar a pureza e a qualidade do café oferecido aos consumidores. Trata-se de um passo essencial para o desenvolvimento do consumo nacional desse produto”, explica o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone.

Segundo ele, a indústria tem sido parceira nessa ação, principalmente os produtores, que apoiam as medidas governamentais, por considerarem o próprio mercado o maior patrimônio da cafeicultura brasileira.

Prova da xícara

Para realizar a análise sensorial, denominada prova da xícara, o técnico agrícola, engenheiro agrônomo ou engenheiro de alimentos, especializado na classificação de café, deverá fazer a degustação do produto em uma empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura. Nesse quesito, para o café ser comercializado, a nota obtida tem que ser igual ou superior a quatro pontos, numa escala que varia de 0 a 10.

Saiba mais

Os próximos cursos de classificadores de café torrado em grão e café torrado e moído serão retomados a partir do dia 21 de março de 2011. Durante este ano, serão formadas novas turmas nas universidades de Viçosa (UFV) e de Lavras (UFLA), no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Sul de Minas, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Associação Comercial de Santos e nos Sindicatos das Indústrias de Café (Sindicafé) em São Paulo e Minas Gerais.

Todos os produtos vegetais destinados diretamente à alimentação humana, importados ou relacionados à compra e venda do poder público devem ser classificados seguindo o padrão oficial do Ministério da Agricultura. Essa medida foi determinada pela Lei 9.972/2000.

Hoje, 69 produtos estão padronizados. Entre os importados estão o trigo, a maçã, o algodão em pluma e a farinha de trigo. Já entre os destinados à alimentação humana encontram-se o arroz, o feijão, a farinha de mandioca e o óleo de soja.

O Brasil é o maior exportador de café e o segundo maior consumidor do mundo. As exportações do grão, em 2010, renderam US$ 5,7 bilhões, em comparação a US$ 4,3 bilhões, em 2009. No primeiro mês de 2011, as vendas registraram US$ 595,4 milhões. O resultado é 65,8% superior ao de janeiro de 2010, com US$ 358,9 milhões. (Kelly Beltrão)

 

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