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COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. encerrou as operações desta quinta-feira com leve queda em um dia volátil

 

postado em 28/01/2011 | Há 6 anos

Infocafé de 27/01/11    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 460,00 R$ 455,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 460,00 R$ 455,00 Março/2011 236,95 -0,55
Alta Paulista/Paranaense R$ 455,00 R$ 445,00 Maio/2011 238,65 -0,65
Cerrado R$ 465,00 R$ 455,00 Setembro/2011 238,70 -0,80
Bahiano R$ 455,00 R$ 445,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 265,00 R$ 245,00 Março/2011 309,90 +2,50
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 295,00 R$ 280,00 Setembro/2011 293,00 -1,00
Dólar Comercial: R$ 1,6780 Dezembro/2011 287,70 -2,55

N.Y. encerrou as operações desta quinta-feira com leve queda em um dia volátil. A posição março operou entre a máxima de +4,00 e mínima de -2,80 pontos, fechando com -0,55. O mercado se mantém firme.
 
O Banco Central realizou um leilão de swap cambial reverso e pegou o mercado de surpresa. A autoridade  monetária divulgou a operação pela manhã e o realizou logo em seguida, sendo que antes, era anunciado  na véspera. Esta ação, levou o dólar a inverter sua  trajetória de queda ante o real verificada logo após a abertura dos negócios, assim, a moeda americana encerrou o dia com alta de 0,54%.
Segundo operadores, o dólar subiu mesmo  com o BC não conseguindo negociar todos os contratos oferecidos hoje. A autoridade monetária já tinha comprado quase US$ 3 bilhões nesse tipo de operação e a demanda foi forte nos últimos três leilões de swap cambial reverso, o que não ocorreu hoje, talvez por ter sido de surpresa. Dos 20 mil  contratos ofertados, foram vendidos 10.200 com três diferentes vencimentos. Ao todo, a oferta somou US$ 503,6 milhões, praticamente a metade do total ofertado, que era de US$ 1 bilhão.
O Banco Central também atuou no mercado à vista com dois leilões de compra de dólares. No primeiro, fixou a taxa de corte em R$ 1,669 e no segundo, R$ 1,677.
 
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou hoje o prazo de contratação de financiamentos para a compra de contratos de opção de venda de café com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A data final passou de 1º de dezembro de 2010, portanto, um limite ultrapassado, para até 30 de junho de 2011. Além do prazo de contratação de operações de comercialização destinadas ao financiamento da constituição de margem de garantia e de ajustes diários em operações de venda a futuro, a medida também vale para aquisição de prêmio e taxas de lucros afetos a essas transações na safra 2010/2011.
“Como o preço de café está bom no mercado spot e no futuro, resolvemos postergar”, disse o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. A intenção, segundo ele, é a de tornar a linha permanente após acerto com o Ministério da Agricultura. “Quanto mais o produtor se lastrear no contrato futuro menos problemas temos no momento da safra”, considerou. A tendência é a de lançar linha permanente, conforme Bittencourt, junto com o Plano Safra, que deve ser antecipado em 2011 para maio. “Há contratos disponíveis no mercado e pessoas interessadas em fazer negócio”, acrescentou o secretário-adjunto. O juro de financiamento do Funcafé é de 6,75% ao ano.
 
A safra de café da Índia na temporada 2010/11 pode cair abaixo da estimativa do governo, conforme chuvas fora de época afetaram as lavouras de dois importantes estados produtores, disseram executivos sênior da indústria. O declínio da produção local pode refletir nos embarques indianos, deixando as ofertas globais ainda mais apertadas, num momento em que a demanda é robusta e os preços estão nas máximas em anos.
O país pode produzir 284 mil toneladas em 2010/11, volume 5% abaixo das 299 mil toneladas previstas pelo governo, devido à diminuição da safra do tipo arábica, informou Ramesh Rajah, presidente da Associação dos Exportadores de Café da Índia. Em 2009/10, a Índia colheu 289.600 toneladas.
"Chuvas em outubro e novembro prejudicaram a safra de arábica nos estados de Karnataka e Tamil Nadu. Por isso, nós achamos que a estimativa de produção do governo é muito alta", explicou Rajah. A produção de café arábica pode atingir cerca de 80 mil toneladas nesta temporada, ante projeção de 95 mil toneladas, enquanto a de robusta deve ficar alinhada à expectativa de 204 mil toneladas, revelou o presidente da associação.
A queda das ofertas domésticas provavelmente repercutirá nas exportações deste ano, observou Rajah. Ele acrescentou, contudo, que ainda é muito cedo para fornecer uma previsão específica. A Índia, que normalmente exporta quase dois terços da produção anual, embarcou uma quantia recorde de 291.623 toneladas no ano passado. As informações são da Dow Jones.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini

 

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