Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro recuperou praticamente toda a perda registrada ontem

 

postado em 26/01/2011 | Há 7 anos

Infocafé de 26/01/11    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 455,00 R$ 445,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 455,00 R$ 445,00 Março/2011 237,50 +6,25
Alta Paulista/Paranaense R$ 450,00 R$ 440,00 Maio/2011 239,30 +6,20
Cerrado R$ 460,00 R$ 450,00 Setembro/2011 239,50 +6,05
Bahiano R$ 450,00 R$ 440,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 265,00 R$ 245,00 Março/2011 307,40 +4,20
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 295,00 R$ 280,00 Setembro/2011 294,00 +1,05
Dólar Comercial: R$ 1,6690 Dezembro/2011 290,25 +1,25

O mercado cafeeiro recuperou praticamente toda a perda registrada ontem, N.Y. finalizou as cotações de hoje com valorização, a posição março atingiu máxima de 9,10 pontos, fechando com +6,25 pts, acompanhando o cenário positivo das commodities em geral.  
 
O mercado interno, se mostrou mais animado nesta quarta-feira.
 
O dólar finalizou o dia com queda de 0,18%. No movimento de hoje, quem ditou o ritmo dos negócios foram um  fluxo de recursos para o País e um ajuste técnico nas cotações, nem mesmo a novidade do Banco Central, que a partir de agora, além dos leilões do mercado à vista e dos swaps cambiais, também pode intervir no câmbio por meio de operações a termo, foi suficiente para reverter a queda do dólar.
Nesse tipo de atuação, os players vão vender ou comprar dólares junto ao BC, para entrega ou recebimento numa data futura definida nas regras da operação, considerando a variação do DI e a variação da taxa de câmbio estimada para o período. A avaliação é de que se trata de um instrumento a mais para intervenções e seu maior efeito é o de fortalecer a percepção de que o governo não está poupando esforços no sentido de amenizar a trajetória de valorização do real.
O Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de dólares. No primeiro deles, a taxa de corte foi definida em R$ 1,6693 e no último, o corte foi de R$ 1,6703.
 
A colheita de café da Colômbia resultou num recorde de US$ 4,3 bilhões em 2010, aumento de 27% em relação ao ano anterior, de acordo com a Federação Nacional de Cafeicultores (Fedecafé). Embora as exportações tenham caído um pouco, somando 7,82 milhões de sacas, ante 7,89 milhões de sacas em 2009, o valor das vendas externas subiu 29%, para US$ 2,2 bilhões, por causa dos preços elevados do café no mercado internacional.
A Colômbia é o maior produtor mundial de café arábica suave e lavado. No ano passado, viu a produção se expandir 14%, totalizando 8,9 milhões de sacas. De acordo com relatório da Fedecafé, o aumento da produção se deve à substituição de pés de café antigos por outros mais novos. No ano passado, os produtores renovaram 82,05 mil hectares, usado 26% de variedades resistentes ao fungo \"roya\", que surge na umidade e prejudica a produção. A Colômbia planeja renovar um recorde de 100 mil hectares de café em 2011. No fim de 2010, o cultivo de café na Colômbia ocupou um total de 914 mil hectares. As informações são da Dow Jones.
 
O consumo per capita de café torrado no Brasil alcançou marca histórica de 4,81 kg em 2010, superando o melhor resultado anterior de 4,72 kg, registrado em 1965, há 45 anos. A avaliação é da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no estudo \"Indicadores da Indústria de Café no Brasil/2010 - Desempenho da Produção e Consumo Interno\", divulgado hoje pela Área de Pesquisas da entidade e que analisa dados do setor no período compreendido entre novembro de 2009 e outubro de 2010.
Em comunicado, a Abic informa que o consumo per capita de 4,81 kg equivale a quase 81 litros de café por pessoa por ano. O desempenho de 2010 é 3,5% maior do que o registrado no ano anterior, que foi de 4,65 kg. Com isso, comenta a Abic, o consumo brasileiro se aproxima ao da Alemanha, que é de 5,86 kg por habitante/ano e já supera os índices da Itália e França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg por pessoa/ano.
A pesquisa revela, ainda, que o consumo interno ampliou em 740 mil sacas no período analisado, totalizando 19,13 milhões de sacas, o que representa um crescimento de 4,03% em relação ao período anterior, que havia sido de 18,39 milhões de sacas. De acordo com a Abic, essa taxa é mais do que o dobro do aumento médio do consumo mundial de café. Para a Abic, os resultados favoráveis que vêm sendo obtidos decorrem da série de estratégias adotadas pela entidade ao longo das últimas décadas, mais precisamente a partir de 1989 quando, em reação à queda do consumo per capita, que chegou a alarmantes 2,27 kg por habitante/ano, a entidade lançou o Programa do Selo de Pureza.
Todas as categorias de produtos apresentaram taxas de crescimento positivas, desde o tipo `tradicional`, predominante no consumo doméstico, até os tipos `superiores` e `gourmet`, que prevalecem no consumo fora do lar. De acordo com Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic, o segmento de cafés finos e diferenciados, embora represente a menor parte do consumo, continua apresentando taxas de crescimento de 15% a 20% ao ano.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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