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Artigo: Aceitação dos Cafés do Brasil em Nova Iorque é um feito histórico Por Túlio Junqueira

 

postado em 28/12/2010 | Há 6 anos

O último dia 9 de dezembro pode ser considerado histórico para a cafeicultura brasileira, pois foi quando o Conselho de Administração da Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US) anunciou que passará a receber os Cafés do Brasil, preparados por via úmida, em seu Contrato “C”, a partir do vencimento de março de 2013, com um diferencial de US$ 0,09 abaixo do contrato com maior liquidez.

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês) vem, publicamente, comemorar esta vitória brasileira na principal plataforma de negócios com café do mundo e parabenizar todos os envolvidos no processo, desde os representantes do Governo Federal, como os staffs do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Itamaraty, até os profissionais do setor privado, como Conselho Nacional do Café (CNC), Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e, em especial, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), que desde 2005 encabeça as negociações com a bolsa nova-iorquina.

Saliente-se que esta aprovação é, acima de tudo, a VITÓRIA DA QUALIDADE DOS CAFÉS DO BRASIL, a qual, ano a ano, vem sendo ainda mais reconhecida no globo, fato que nos orgulha, pois este é um nicho que a BSCA, mais do que representar, defende nas esferas interna e externa, divulgando que nossos cafés são, de fato, os melhores do mundo.

Temos que fazer, também, menção honrosa aos trabalhos desempenhados pela primeira delegação brasileira nas tratativas com a ICE futures US, a qual, ainda em 2005, fez a entrega formal do pleito brasileiro, através de Jorge Esteve Jorge, apresentou estudo consistente sobre nossa cafeicultura, por meio de Carlos Brando, e defendeu a qualidade do produto nacional, com apresentações de Sílvio Leite, associado e consultor técnico de qualidade da BSCA.

Por fim, a BSCA deixa a mensagem que, agora, é o momento de nos prepararmos para essa nova fase da cafeicultura brasileira, com o Brasil devendo atentar e expor a realidade de seus custos de produção e, principalmente, da qualidade do nosso café, o que permitirá uma correção desse diferencial de nove centavos de dólar por libra peso abaixo do contrato mais líquido, principalmente sabendo que a bolsa faz revisões periódicas dos diferenciais das origens que já entregam contra o Contrato “C”.

* Túlio Henrique Rennó Junqueira é presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e proprietário da Fazenda Carmo Estate Coffees.

 

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