Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. finalizou o dia em campo positivo

 

postado em 20/11/2010 | Há 6 anos

Infocafé de 19/11/10.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 370,00 R$ 360,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 370,00 R$ 360,00 Dezembro/2010 209,85 +1,20
Alta Paulista/Paranaense R$ 360,00 R$ 350,00 Março/2011 211,25 -0,05
Cerrado R$ 375,00 R$ 365,00 Maio/2011 211,60 -0,10
Bahiano R$ 360,00 R$ 350,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 240,00 R$ 230,00 Dezembro/2010 246,70 +0,90
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 270,00 R$ 260,00 Março/2011 251,00 +1,00
Dólar Comercial: R$ 1,7180 Setembro/2011 247,50 +0,50

Após trabalhar a maior parte do dia em baixa N.Y. finalizou o dia em campo positivo, a posição dezembro registrou mínima de -3,05 pontos e máxima de +1,45 fechando com +1,20, acumulando na semana +9,40 pts. Hoje todas as commodities foram pressionadas pela notícia de que o banco central chinês vai elevar a taxa do compulsório no país, buscando controlar o crédito e desaquecer a economia. Por outro lado, os estoques certificado da ICE continuaram caindo e atingiram 1,73 milhão de sacas, demonstrando que a oferta segue apertada no curto prazo.

O dólar encerrou os trabalhos com alta de 0,29%. Segundo operadores, a valorização da moeda hoje foi pressionada pelo fluxo financeiro negativo e pela desaceleração da alta do euro no mercado internacional de moedas, e  ainda foi amparada em parte pelo anúncio da quinta elevação, este ano, do recolhimento compulsório dos bancos na China, que deve reforçar o enxugamento de recursos e o controle do crédito no país. A possibilidade de elevação das taxas de juros na China ainda não foi descartada pelos investidores. Além disso, a aparente resistência do governo irlandês em aceitar um socorro financeiro da UE e do FMI, que poderia chegar até 100 bilhões de euros, ajudou a tirar a força da moeda da zona do euro, que chegou a subir mais cedo até US$ 1,3733.
O Banco Central realizou um único leilão de compra de moeda, como vem fazendo nos últimos dias, e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7205.

Durante um evento em Frankfurt, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, fez um discurso que provocou uma baixa momentânea sobre o dólar. Rebatendo críticas à política de afrouxamento quantitativo nos EUA, Bernanke disse que as políticas do Fed são destinadas a fortalecer a economia do país, o que em troca deve beneficiar a moeda norte-americana. Bernanke, culpou a subvalorização cambial em países como a China pelas pressões inflacionárias em mercados emergentes e pelas tensões sobre câmbio. \"Por que autoridades em muitos mercados emergentes se comportaram contra a valorização de suas moedas para níveis mais consistentes com os fundamentos do mercado?\", perguntou. O próprio Bernanke respondeu que isso foi feito porque e sses países acreditam que vão estimular as exportações e impulsionar o crescimento, mas essa estratégia está ameaçando o crescimento global.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou no último dia 17 a adesão do Brasil ao Acordo Internacional do Café, de 2007, conforme o Projeto de Decreto Legislativo 2844/10. Trata-se do sétimo acordo desse tipo promovido pela Organização Internacional do Café (OIC). A nova versão, entre outras medidas, altera a estrutura institucional da OIC, com a extinção da Junta Executiva e a criação de três novos comitês: de Finanças e Administração; de Promoção e Desenvolvimento de Mercado; e de Projetos. Esses órgãos terão a função de auxiliar o Conselho Internacional do Café, autoridade máxima da OIC, no exercício de suas atribuições.
Outra diferença entre o acordo de 2007 e o anterior (de 2001) é ampliação dos objetivos específicos da OIC. Enquanto o texto de 2001 listava dez objetivos, o novo acordo relaciona 13.
 
Entre os novos objetivos estão:
- o incentivo aos integrantes do acordo a desenvolver procedimentos de segurança alimentar no setor cafeeiro;
- a implementação de estratégias que ampliem a capacidade das comunidades locais e dos pequenos produtores; e
- a oferta de informações sobre instrumentos e serviços financeiros aos produtores, inclusive no que diz respeito ao acesso ao crédito e aos métodos de gestão de risco. As informações são do Portal do CNC.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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