Produção

Região do Cerrado Mineiro Protocola Denominação de Origem no INPI

 

postado em 19/11/2010 | Há 6 anos

Doze anos depois da primeira solicitação, os produtores de café do Cerrado Mineiro entraram no INPI com um pedido de Denominação de Origem (DO) nesta sexta-feira, dia 19 de novembro de 2010, para substituir a atual Indicação de Procedência (IP), concedida em 2005.

Tanto a IP quanto a DO são variações da Indicação Geográfica. Porém, a segunda é mais complexa e valorizada porque exige a comprovação de que a qualidade do produto decorre de fatores humanos ou naturais. No caso do café, o sabor diferenciado seria fruto da amplitude térmica, da altitude e das poucas chuvas na época da colheita.

Ao retomar este sonho antigo, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que reúne mais de 2.500 produtores, tenta ampliar ainda mais os benefícios da IP. O certificado foi um dos fatores para que a saca de café tivesse um acréscimo de R$ 5 a R$ 10 no mercado.
Agora, a meta é ampliar a produção e as exportações - o Cerrado Mineiro produz anualmente cinco milhões de sacas de café, sendo que 70% delas são vendidas para o exterior, com destaque para Estados Unidos e Japão.

Além disso, os produtores locais de café querem desenvolver o turismo na região. Eles se distribuem em 55 cidades do Alto Paranaíba, Noroeste e Triângulo Mineiro.

A Indicação Geográfica é um serviço da Coordenação-Geral de Outros Registros, da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros, do INPI.
 

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