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COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro encerrou as operações com forte valorização nesta quinta-feira

 

postado em 19/11/2010 | Há 6 anos

Infocafé de 18/11/10.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 370,00 R$ 360,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 370,00 R$ 360,00 Dezembro/2010 208,65 +9,20
Alta Paulista/Paranaense R$ 360,00 R$ 350,00 Março/2011 211,30 +8,45
Cerrado R$ 375,00 R$ 365,00 Maio/2011 211,70 +8,25
Bahiano R$ 360,00 R$ 350,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 240,00 R$ 230,00 Dezembro/2010 245,80 + 9,20
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 270,00 R$ 260,00 Março/2011 250,00 + 9,85
Dólar Comercial: R$ 1,7130 Setembro/2011 254,00 +10,20

O mercado cafeeiro encerrou as operações com forte valorização nesta quinta-feira. Em N.Y. a posição dezembro atingiu na máxima do dia + 10,40 ponto finalizando com +9,20 pontos, impulsionada pela  depreciação do dólar. I nvestidores venderam dólar e passaram a se arriscar mais diante de dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos e da hipótese de que a Irlanda aceite um pacote de ajuda. E a queda do dólar tende a tornar as matérias-primas mais baratas para quem usa outras moedas. Além da influência da moeda americana, a volta das chuvas ao Vietnã ajudou a sustentar os preço do café. O país é o maior produtor mundial da variedade robusta e o excesso de umidade pode prejudicar a colheita e a secagem do grão. Meteorologistas estimam que as chuvas continuem até o fim do mês na região. Dow Jones.

O dólar caiu hoje pelo segundo dia seguido e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,7130, queda de 0,75% no dia.  Os dados favoráveis da economia norte-americana, o anúncio pela China de que tomará \"medidas administrativas\" para controlar os preços e a possibilidade de que a Irlanda aceite um pacote de ajuda da UE e FMI, estimado em até 100 bilhões de euros, estimularam os investidores a migrar para aplicações de risco. Outro fator que colaborou para a queda do dólar no mercado doméstico é o sentimento de que novas medidas do governo visando conter a apreciação do real não devem ser anunciadas no curto prazo, como sugeriu ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Essas notícias trouxeram alívio momentâneo aos negócios, disse um operador. Um acordo de ajuda à Irlanda poderia afastar o risco de contágio da crise sobre outros países periféricos da zona do euro com dificuldades para rolar suas dívidas, como Portugal e Grécia, afirmou. No caso da China, a adoção de medidas administrativas de controle de preços reduz a possibilidade de aumento dos juros no curto prazo, prosseguiu ele. Já as declarações de Mantega, de que não vê necessidade \"no momento\" de novas medidas cambiais no País, incentivaram a volta dos exportadores e de outros players às vendas no mercado desde ontem. \"Esses agentes tinham a expectativa de ofertar o dólar mais à frente a uma taxa mais alta\", explicou. Agência Estado

Após uma década afastado do comando da Organização Internacional do Café (OIC), o Brasil quer voltar a controlar os rumos da outrora poderosa associação de 77 países produtores e consumidores do grão no planeta. O mais cotado para ocupar a diretoria-executiva do organismo a partir de 2011 é o economista Robério Oliveira Silva, atual diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura. O ex-diretor Néstor Osório será embaixador da Colômbia nas Nações Unidas - hoje, a direção está a cargo do interino brasileiro José Sette. A OIC voltará a ganhar peso com o retorno dos Estados Unidos após 21 anos afastado da associação. A indicação de Robério Silva, que já presidiu a Associação dos Países Produtores de Café (APPC), tem aval da bancada ruralista do Congresso e da cúpula do Ministério da Agricultura e do Itamaraty. Mas há uma parte do setor privado que prefere ver na cadeira o atual presidente da Câmara Setorial do Café e diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Nathan Herszkowicz. A indicação de um nome forte do Brasil dependerá, porém, da ratificação do novo Acordo Internacional do Café pelo Congresso Nacional. Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil está atrasado nos procedimentos. \"Esse novo acordo será elemento importante para transformar a OIC. Ela precisa de mudanças na estrutura\", disse Robério na Câmara. Aprovado pelo governo brasileiro em maio de 2008, o acordo foi fechado em 2007 na OIC, mas vinha enfrentando oposição interna na Câmara. Alguns deputados queriam aumentar o controle sobre a indicação do novo diretor. Mas uma reunião conjunta das comissões de Agricultura e de Relações Exteriores serviu, na terça-feira, para acelerar o processo e selar uma trégua política na Câmara. Como resultado, as comissões de Agricultura e de Constituição e Justiça aprovaram ontem, por unanimidade, o novo acordo da OIC. \"Só podemos lançar candidato se aprovarmos o relatório\", diz o deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG), um dos relatores da proposta que será enviada ao Senado. \"A participação do Brasil na OIC é essencial. Isso nos permitirá lançar candidatura no próximo ano. A OIC terá o rumo que ajudarmos a conformar\", disse o subsecretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Evandro Didonet. O acordo tem alguns avanços considerados importantes pelo setor cafeeiro. Prevê, entre outras medidas, a alavancagem de recursos para países produtores em dificuldades financeiras, uma espécie de seguro contra épocas de \"vacas magras\". O dinheiro para ajudar pequenos e médios produtores sairia de um fundo comum operado pelo Banco Mundial. O acordo da OIC também prega a produção dentro de padrões de \"sustentabilidade\" ambiental, social e econômica. O texto também projeta melhoria nas estatísticas de oferta e consumo, além de \"intenso trabalho\" de promoção comercial do café. \"O acordo não é suficiente. Precisa de uma atuação firme, de maior e melhor coordenação entre países produtores\", alertou Didonet. Os produtores concordam: \"A OIC virou estrutura burocrática, desinteressante. Se Brasil não fizer [reforma], ninguém fará porque EUA e países consumidores são contra\", disse o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes. As informações são do Valor Econômico.


 

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