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Dólar acompanha quadro externo e sobe a R$ 1,706

 

postado em 26/10/2010 | Há 6 anos

UOL Econômia

SÃO PAULO - A formação da taxa de câmbio foi instável no pregão desta terça-feira. O dólar comercial fez mínima a R$ 1,695 e máxima a R$ 1,710, antes de fechar com alta de 0,29%, a R$ 1,706 na venda. O giro estimado para o interbancário somou US$ 2,4 bilhões.

Na roda de \"pronto\" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) o dólar avançou 0,25%, para R$ 1,704. O volume subiu de US$ 83,25 milhões, para US$ 263,75 milhões.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar para novembro apontava alta de 0,35%, a R$ 1,7045, antes do ajuste final de posições.

Vale lembrar que esse contrato expira na sexta-feira e o dólar para dezembro passa a ser a referência. Desde ontem os investidores que atuam no mercado futuro começaram a rolar contratos de um vencimento para outro, ajustando posições antes do vencimento. O dólar para dezembro subia 0,35%, a R$ 1,715, também antes do ajuste final.

Conforme notou um economista que preferiu não se identificar, a formação de preço segue o sinal do câmbio externo, onde o dólar ganha valor ante seus principais rivais.

O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de moedas, apontava alta de 0,84%, aos 77,75 pontos. Já o euro, acentuou o movimento de baixa agora à tarde e perdia 0,92% para US$ 1,383.

Segundo o economista, o mercado externo se mostra mais cauteloso conforme se aproxima a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que deverá apresentar o esperado plano de estímulo à economia.

Não há dúvida quanto a um movimento do Fed, mas não há consenso sobre o tamanho de tal plano de compra de títulos do Tesouro e se tal ação será efetiva para a estimular o crescimento. \"Esse assunto é muito importante é há discordância dentro do próprio Fed\", notou.

Na falta de consenso e dado que esse assunto já promoveu um rali no preço dos principais ativos de risco nas últimas três semanas, nada mais natural do que os investidores realizarem lucros enquanto aguardam a decisão do Fed.

No campo doméstico, o especialista nota que as declarações de ontem de Mantega, afastando a possibilidade de voltar a combrar Imposto de Renda do estrangeiro que investe em títulos públicos, foi uma forma de acalmar os mercados de renda fixa, que sofreram com os recentes aumentos de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As taxas futuras e títulos públicos subiam, um movimento que poderia trazer dificuldades no gerenciamento da dívida brasileira.

(Eduardo Campos | Valor)

 

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