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Café do Cerrado recebe comitiva americana

Visita faz parte do projeto de expansão da marca

 

postado em 24/09/2010 | Há 7 anos

ASCOM Federação dos Cafeicultores do Cerrado
 
A região do Café do Cerrado Mineiro recebeu entre os dias 12 e 16 de setembro um grupo de 17 representantes de torrefações de café dos Estados Unidos. A visita foi uma realização da Federação dos Cafeicultores do Cerrado em parceria com as entidades do Sistema e com o apoio do SEBRAE, cujo objetivo principal é promover a expansão dos conceitos da marca e região, inserindo-os em países em que não estão presentes e fortalecendo-os nas nações em que já há o seu consumo, como é o caso dos Estados Unidos, principal país importador do Café do Cerrado Mineiro.
 
O roteiro da comitiva compreendeu visitas a propriedades de café, onde os americanos puderam conferir de perto toda a cadeia do café dentro da fazenda, acompanhando em uma das fazendas o mecanismo da colheita, que está no seu final. Visitaram e realizaram provas de cafés – cuppings - em quatro das oito cooperativas do Sistema, como COOCACCER Araguari, COOCACER Monte Carmelo, COPERMONTE e Expocaccer, cujo foco foi, além de conhecer a estrutura, presenciar os processos de armazenagem e rebenefício do café. Na Expocaccer os visitantes participaram de uma sessão de degustação e prova de cafés, e de uma rodada de discussão sobre a pontuação – qualidade do café, com objetivo de entender o cliente para montar uma estratégia para o futuro, visando-se assim estreitar o canal comercial. Segundo Luiz Rizental, coordenador da vinda dos americanos ao Cerrado Mineiro e representante da marca Café do Cerrado nos Estados Unidos, esta visita foi dividida em duas partes, a primeira parte encaixa-se nos moldes técnicos da recepção aos visitantes, como visita às fazendas e entidades do Sistema. Já a segunda parte, remete a uma mudança necessária, a de introduzir aos visitantes o conceito presente na marca e região do Café do Cerrado Mineiro, ou seja, de agora em diante, serão adicionados fundamentos significativos às visitas, mudando a percepção de que estes encontros são somente para promover a venda do café, mas sim de algo que ultrapassa este objetivo inicial, como o fato de mostrar todos os processos da cultura da região e captar informações em nível estratégico para atender um público que valoriza o produto e todas as ações que o complementam.
 
Para o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, José Augusto Rizental, esta visita alcançou seu objetivo e teve um significado especial. “A visita dos compradores americanos foi o início de uma nova fase, uma fase em que o Cerrado Mineiro expôs a região num sentido estratégico, mostrando suas características notórias e peculiares. A grande importância deste encontro foi captar informações a fim de aprimorarmos esta nova mecânica, que não é mais somente vender café, mas sim negociar possíveis projetos. Estes projetos devem conectar as torrefações aos produtores, significando que as próximas visitas serão implementadas com um grau de estratégia maior, algo que os produtores irão presenciar num futuro próximo”.
 
De acordo com o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, a realização de encontros desta natureza favorecem muito a visibilidade do produto da região no mercado exterior, uma vez que conhecendo o Sistema profundamente estes representantes não terão dúvidas da qualidade superior do Café do Cerrado Mineiro, disseminando as informações aqui captadas e fortalecendo o vínculo comercial. Para Rizental, o saldo da visita foi positivo e agradou o público alvo. “Os visitantes salientaram vários pontos positivos em nossas estruturas e nossa organização. Em relação ao produto, percebemos que eles valorizaram, acima de nossas expectativas os nossos cafés, pois deram pontuações superiores às pontuações dadas por nossos juízes internacionais, todos treinados pela metodologia da SCAA (Associação Americana de Cafés Especiais). Este fato comprova a qualidade do nosso produto, estimula a comercialização e nos dá um retorno satisfatório sobre os nossos esforços nos projetos de internacionalização da marca”, avalia o superintendente da Federação.
 
 

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