Mercado

Previsões apontam para fim de clima seco no Sudeste

O clima seco que aflige a região Sudeste do Brasil está com os dias contados.

 

postado em 23/09/2010 | Há 7 anos

Safras & Mercado

 

O clima seco que aflige a região Sudeste do Brasil está com os dias contados. Segundo o meteorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira, as previsões apontam para o fim da estiagem a partir da semana que vem, pelo menos para a maior parte da região, que deverá registrar bom volume de chuvas até o dia 7 ou 10 de outubro.

De acordo com Oliveira, as condições climáticas extremas são resultado do fenômeno La Niña, que afeta o Sudeste principalmente na primavera e no outono, e que deverá persistir até o final do semestre de 2011, com a chegada do El Niño.

\"O La Niña é um sistema muito perigoso para a agricultura no Brasil. É um fenômeno intenso, mas que não se podem medir as conseqüências, já que não se sabe a duração. Há sim um risco de problemas climáticos no sudeste e centro-oeste, principalmente entre a primavera e o outono\", afirmou Oliveira.

De acordo com o meteorologista, o grande problema causado pelo La Niña no Sudeste é a falta de chuvas durante a primavera, estação por que passamos agora, enquanto nas demais regiões, como Norte e Nordeste, o impacto é contrário. Porém, nos meses de dezembro e janeiro, a expectativa é que chova independente da influência do La Ninã.

Apesar da tendência de clima seco na primavera com La Niña, a previsão sazonal realizada pelo CPTEC/INPE no último mês de agosto aponta que, para o trimestre que abrange os meses de setembro, outubro e novembro, as chuvas ficarão dentro da normalidade na Região Sudeste. Segundo Ariane Frassoni dos Santos, metereologista do grupo de previsão climática do CPTEC/INPE, \"não se pode especificar a quantidade, mas os modelos numéricos indicam que as chuvas não ficarão nem abaixo nem acima do normal para esse período\".

Para o Estado de São Paulo, por exemplo, o normal é que a incidência de chuvas fique entre 500 e 700mm para regiões como o Vale do Paraíba, enquanto na região central paulista e norte de Minas Gerais, além do leste do Rio de Janeiro, os acumulados de chuva são menores, em torno de 200 a 300mm.

 

Veja tambÉm: