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COTAÇÕES DO CAFÉ SUBIRAM 4,3% EM JULHO EM NY

 

postado em 30/07/2010 | Há 7 anos

Safras - O mercado internacional de café teve um mês de julho de ampla volatilidade, com dias de fortes altas e dias de bruscas quedas, e no final das contas, ao menos até este dia 29, acumulou valorização no comparativo com o final de junho. O café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York, que baliza as cotações mundiais, teve ganhos mais expressivos, mas no balanço do mês também o robusta em Londres avançou. É importante lembrar que o mês de junho foi marcado por altas acentuadas para o café em Nova York, que fechou o período acumulando valorização de 22%. Emjunho, os temores com a escassez de oferta de grãos de qualidade no curto a médio prazo fizeram com que as cotações atingissem os níveis mais altos em 12 anos em NY.

Em julho, parte do mês foi ocupada com ajustes técnicos/gráficos para baixo, com a inabilidade de NY romper resistências quando tentava subir ainda mais. Fundos e especuladores passaram a enxugar suas posições compradas. Além disso, evoluiu bem a colheita do café no Brasil com clima favorável e o mercado acomodou-se mais com realização de lucros após o salto de junho.

Entretanto, mais para o final de julho, retornaram as preocupações com a oferta escassa de cafés arábica de alta qualidade no mundo. Colômbia e América Central vêm de duas temporadas de problemas e as safras novas desses países começam a entrar só no último trimestre com mais força. Assim, cresceram os temores de curto a médio prazo com a disponibilidade de café nas principais origens e o mercado tornou a reagir. Destaque para os ganhos desta quinta-feira, 29 de julho, de mais de 3%, e que no acumulado do mês garantiram alguma \"folguinha\" para se falar em desempenho positivo de julho. Assim, apesar de estarmos diante da colheita e entrada de uma safra recorde brasileira em 2010, ainda assim o mercado encontra boa sustentação nos fundamentos.

Há de se destacar também os fatores exógenos, de outros mercados. Ao final do mês, o dólar tornou a cair contra outras moedas e isso deu suporte a ganhos nos mercados futuros de commodities, e o café acompanhou essas altas.

Em Nova York, no balanço de julho, o café arábica em NY no contrato setembro fechou o dia 29, quinta-feira, a 173,05 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização em julho de 4,3%, já que fechara o mês de junho a 165,85 cents/lb.

No mercado brasileiro, as cotações ficaram mais equilibradas no balanço mensal até este dia 29. A explicação vem do dólar e da entrada da safra brasileira. O dólar acumulou até o dia 29 queda de 2,4% no mês, pressionando as cotações do café em reais. A sazonalidade da colheita da safra brasileira é o outro fator de pressão sobre as cotações no nosso mercado interno.

Assim, no balanço mensal, o café arábica bebida boa tipo 6 safra nova 2010,base sul de Minas Gerais, terminou a quinta-feira 29 a R$ 310,00 a saca, mesmo preço do último dia de junho.

 

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