Mercado

Mercado físico apresenta moderada alta seguindo outras commodities

 

postado em 30/07/2010 | Há 7 anos

Blog Sumatra / Safras

O mercado físico brasileiro de café registrou preços moderamente mais altos nesta quinta-feira. As cotações subiram acompanhando a forte valorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Entretanto, os ganhos no Brasil foram limitados pela postura retraída dos compradores, que esperam que a bolsa de NY possa voltar a recuar em breve com realização de lucros e ajustes técnicos e gráficos. O dia foi de poucos negócios. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa safra nova esteve cotado em R$ 310,00 a saca, contra R$ 308,00 de ontem. No cerrado mineiro, arábica bebida boa safra nova esteve cotado a R$ 312,00 a saca, contra R$ 308,00 de ontem. O café rio tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 215,00 a saca para a safra nova, preço estável. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, safra nova, foi cotado a R$ 166,00 por saca, contra R$ 165,00/166,00 do dia anterior.

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços acentuadamente mais altos, com ganhos superando a faixa dos 500 pontos e dos 3%. Os preços dispararam com compras de fundos e especuladores garantindo sustentação ao mercado, em meio à queda do dólar contra outras moedas e valorização de outras commodities nas bolsas de futuros. Fatores técnicos e gráficos também inspiraram a atividade na ponta compradora. Além disso, há preocupações contínuas com o aperto na oferta de cafés arábica de alta qualidade em países como América Central e Colômbia, com queda nos estoques certificados das bolsas. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em setembro fecharam negociados a 173,05 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 5,65 cents. A posição dezembro fechou a 173,75 cents, com elevação de 5,40 centavos.

Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 0,56%, cotado a R$ 1,7590 para compra e R$ 1,7610 para venda. Na quarta-feira, a moeda fechou em alta de 0,05%, cotada a R$ 1,7710. A melhora no desempenho da Bovespa refletiu também no mercado de câmbio. Os investidores estão no aguardo do balanço da Vale no Brasil e do PIB dos EUA no segundo trimestre. O Real seguiu a tendência externa de outras divisas de valorização em relação à moeda estadunidense.

Preços futuros superam US$200,00 por saca na BM&F
A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) para o café arábica fechou a sessão com preços acentuadamente mais altos. Foram 6.441 contratos negociados no pregão, com giro financeiro de R$ 227,557 milhões, e são 31.597 contratos em aberto no momento. Os contratos com entrega em setembro/10 fecharam cotados a US$ 204,70 por saca de 60 quilos, com valorização de 3,99% na comparação com o pregão anterior. Os contratos com entrega em dezembro/10 encerraram em US$ 201,20 por saca de 60 quilos, alta de 4,14% na comparação com o fechamento anterior.

Custo operacional superou preço de venda em várias regiões, segundo CNA

O boletim Custos e Preços da CNA verificou cenário negativo para os cafeicultores em quatro das cinco regiões pesquisadas. Em Ribeirão do Pinhal (PR), por exemplo, a margem ficou negativa em R$ 258,27. O custo total neste município chegou a R$ 503,27, mais que o dobro do preço de comercialização da saca de 60 quilos, de R$ 245,00, pelo fato de a colheita ser manual, o que exige gastos com mão de obra, o principal item dos custos de produção na atividade. Outro fator é que a média salarial no Paraná para os trabalhadores é superior a de outras regiões. Em Iúna (ES), o COT superou o valor de venda em R$ 104,47/saca, enquanto em Santa Rita do Sapucaí (MG) o prejuízo médio para o cafeicultor foi de R$ 86,11/saca. As informações são da CNA.

Indicador Café Arábica CEPEA / ESALQ

Indicador ESALQ dos preços disponíveis do café arábica por saca de 60kg líqüido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor, valor descontado o Prazo de Pagamento pela taxa da NPR, posto na cidade de São Paulo, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) = R$ 312.14 / US$ 177.25

Previsão do Tempo para as regiões cafeeiras
Fonte: SOMAR

Sumário: A frente fria segue seu avanço pelo oceano, mas leva chuva somente para o litoral da Região Sudeste. Nas áreas mais ao interior, observa-se apenas aumento da nebulosidade, salvo por algumas chuvas muito isoladas e fracas no leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. Nos próximos dias, não há previsão de queda significativa das temperaturas nas áreas produtoras de café.

Tendência 6 – 10 dias: No início de Agosto, uma nova frente fria chega ao cinturão produtor de café, com melhores chances de chuva no Paraná e São Paulo. A massa de ar polar associada se mantém ao sul do cinturão produtor de café. Por volta do dia 4 de Agosto, outra frente fria passa pelo Sul e Sudeste, acompanhada de outra onda de frio. Essa nova massa de ar polar é mais fraca, mas deve trazer acentuado declínio das temperaturas no Sul e em parte do Sudeste, entre os dias 6 e 8 de Agosto. Apesar da queda das temperaturas, não vemos o risco de formação de geadas, mas continuaremos o monitoramento, já que os modelos estão mudando muito de um dia para o outro.


 

 

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