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ENTREVISTA - Armando Matielli - Bolsa de NY não retrata realidade do café brasileiro

Bolsa de NY não retrata realidade do café brasileiro e altas não chegam aos cafeicultores do Brasil

 

postado em 25/06/2010 | Há 7 anos



Café: com falta de estoques, preços sobem em Nova York. No entando, a bolsa norte-americana não retrata a posição real do café brasileiros e altas não chegam aos cafeicultores do Brasil. Ao criar contrato de café natural, Brasil pode se desprender da bolsa de NY.
As expressivas altas que o mercado internacional do café tem apresentado nos últimos dias – por conta dos baixos estoques mundiais – não estão chegando até os produtores brasileiros. Segundo o presidente do Sincal, Armando Matielli, isso acontece porque a bolsa de Nova York não é retrata a real posição do produto brasileiro.

“Nós fazemos 90%do nosso café verde em cima de um café natural, ou seja, temos um café de excelente qualidade, mas a bolsa de NY só é calcada em cima do café colombiano e dos cafés lavados (...) o Brasil tem por necessidade criar um contrato para o café natural brasileiro para descolarmos definitivamente da bolsa de Nova York”, explica Matielli.

Segundo o presidente do Sincal, ainda há mais espaço para os avanços dos preços, pois falta café, a safra brasileira não condiz com as estimativas altistas, não entra café na velocidade esperada e diante disso, a orientação é de que o cafeicultor não realize suas vendas ainda pois pode se beneficiar com preços ainda melhores.

No cenário atual, é possível que os produtores segurem sua comercialização, sustentados pela liberação dos recursos do Funcafé – que devem totalizar cerca de R$2 bilhões e que podem ser destinados para a armazenagem.

Opção pelo café natural

Mesmo diante disso e de uma preferência em Nova York pelos cafés lavados e colombiano, o presidente do Sincal afirma que o Brasil deve continuar produzindo o café natural, pois o mundo ainda demanda o produto além de os outros tipos de café necessitarem de muitas técnicas  para serem produzidos. “O café natural não polui e tem as qualidades organoléticas mantidas por anos (...) por isso temos que sair de Nova York, onde somos coadjuvantes, já qie nosso café vale mais do que o lavado”, diz.

Fonte: Redação NA

 

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