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Anvisa encontra agrotóxicos de alto risco para saúde humana em quase 30% de amostras analisadas

Pimentão, uva, pepino e morango são as culturas mais contaminadas

 

postado em 23/06/2010 | Há 7 anos


Pimentão, uva, pepino e morango são as culturas mais contaminadas

Atualizada às 20h45min

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta, dia 23, dados que mostram que várias culturas agrícolas brasileiras utilizam agrotóxicos de alto risco para a saúde humana.

De acordo com levantamento do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), em 15 das 20 culturas analisadas foram encontradas substâncias que estão em processo de reavaliação toxicológica na Anvisa devido aos seus efeitos negativos na saúde das pessoas.

– Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores – afirmou o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, por meio de nota.
 
Ao todo, das 3.130 amostras coletadas, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade: resíduos de agrotóxicos acima do permitido e/ou ingredientes ativos não autorizados para aquela cultura. Pimentão, com 80% das amostras insatisfatórias; uva, com 56,4%; pepino, com 54,8%, e morango com 50,8%, foram as culturas mais problemáticas. O melhor resultado foi o da batata, com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.

Segundo a Anvisa, as reavaliações toxicológicas são feitas sempre que há algum alerta nacional ou internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde humana. Apesar de serem utilizadas em muitas plantações brasileiras, outros mercados não aceitam resíduos de muitos agrotóxicos e, por isso, eles não entram nas áreas de produção para exportação.

Algumas das substâncias que estão sendo reavaliadas, como endossulfan, acefato e metamidofós, já foram proibidas em vários países, mas estavam presentes em muitas das amostras coletadas.

– São ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer – afirmou Barbano.


 
AGÊNCIA BRASIL

 

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