Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. finalizaram a terça-feira com leve alta

 

postado em 26/05/2010 | Há 7 anos

Infocafé de 25/05/10.      

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 290,00 R$ 280,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 290,00 R$ 280,00 Julho/2010 132,75 +0,50
Alta Paulista/Paranaense R$ 280,00 R$ 270,00 Setembro/2010 134,25 +0,60
Cerrado R$ 295,00 R$ 285,00 Dezembro/2010 135,75 +0,60
Bahiano R$ 280,00 R$ 270,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 223,00 R$ 220,00 Julho/2010 158,95 +0,50
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 233,00 R$ 230,00 Setembro/2010 157,65 +0,50
Dólar Comercial: R$ 1,8680 Dezembro/2010 158,50 - 0,20

As operações em N.Y. finalizaram a terça-feira com leve alta, após variar entre a mínima de -1,65 pontos e máxima de +1,05 a posição julho fechou com +0,50 pts. Incertezas sobre a situação da zona do euro e sobre a relação entre Coreia do Sul e Coreia do Norte mexeram com muitos mercados, inclusive petróleo, metais e ações, porém o café se manteve estável. Mercado interno segue com boa procura.

O dólar encerrou os trabalhos de hoje com alta de 0,21%. Os mercados foram pressionados pelos temores de tensão entre duas Coréias, além da situação da Europa. Os investidores se concentraram nas compras de moedas mais seguras, como o dólar e o iene, fugindo dos ativos de risco.

O banco central da Coreia do Sul precisou intervir para conter a queda do won. A situação entre os dois países já era tensa e ficou ainda pior, quando se soube que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, ordenou que o exército do país esteja pronto para combate. A Coreia do Norte também acusou a Coreia do Sul de ter ultrapassado fronteiras marítimas e ameaçou responder com uma ação militar.

O boletim da Somar Meteorologia indica que áreas de instabilidade cobrem parte do cinturão produtor de café, causando mais nuvens do que chuva no Paraná e São Paulo. Até o fim da semana, uma frente fria avança pelo oceano, causando chuvas isoladas também na zona da Mata do Espírito Santo. Até o fim do mês, não há previsão de queda das temperaturas no cinturão produtor de café. Entre o último dia de Maio e o primeiro de Junho, outra frente fria passa pelo Sudeste, novamente causando mais nuvens do que chuva. Na retaguarda desse sistema, se espera a chegada de uma nova massa de ar polar, que deve ter sua parte mais ativa sobre a Região Sul. Este sistema tem centro de 1022 hPa e avança ao sul do cinturão produtor de café. A temperatura cai, mas não há risco de geada associada à este sistema.

A produção de café do Vietnã no ano comercial 2009/10 deve somar 17,5 milhões de sacas, inferior aos 18 milhões de sacas de 2008/09, segundo estimativa divulgada na ultima segunda-feira pelo relatório do adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados foram publicados no site do Serviço Agrícola Exterior do USDA (FAS, na sigla em inglês). O motivo para a redução na estimativa é o clima desfavorável durante os períodos de floração e colheita. As projeções do adido não são as oficiais do USDA. As exportações de café do Vietnã somarão 18,73 milhões de sacas no ano comercial 2010/11, segundo o relatório, o que representa aumento de 7% em relação ao ciclo anterior. A produção de café robusta ainda corresponde a cerca de 97% da produção total do país, embora a de arábica esteja crescendo por causa da expansão das áreas de plantio no Norte e na região central do Vietnã. As informações são da Dow Jones.

O Ministério da Agricultura ainda é reticente ao drawback para o setor de café, disse o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. \"Indústria pede um drawback. Há aspectos políticos a serem equacionados em relação ao drawback. Mas nós podemos buscar mecanismos outros que permitam à indústria avançar com maior competitividade\", disse o secretário. Segundo ele, é preciso ter salvaguardas claras para que o drawback seja viabilizado. \"O Ministério é reticente na adoção de drawback. Não temos mecanismos fitossanitários adequados para certificar que a importação é de origem que não traga riscos\", argumentou. No caso do café solúvel, o secretário disse que é preciso haver melhor equiparação de preços entre o mercado interno e externo. \"E nós pretendemos buscar instrumentos para que isso corra\", afirmou.


Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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