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Brasil pode se tornar maior consumidor de café do mundo

 

postado em 23/04/2010 | Há 7 anos

EPTV

23/04/10

Em dez anos, o consumo de café aumentou 49% no país

Por quase cem anos, o café foi o principal item de exportação do Brasil e o País controlava o preço e o fornecimento mundial do produto. Mas o Brasil agora caminha para se tornar o maior consumidor de café do mundo, superando até mesmo os Estados Unidos, o atual líder. Dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) indicam que o consumo nacional do café poderia superar o dos Estados Unidos já em 2012 se o atual ritmo de expansão for mantido.

Mesmo diante da crise mundial, a expansão do consumo no Brasil foi de 4% em 2009. As vendas do setor chegaram a US$ 6,8 bilhões e a aposta é de atingir US$ 7,1 bilhões até o fim do ano. O consumo per capita alcançou 5,8 quilos por ano de café e, em 2009, 18,4 milhões de sacas foram consumidas no mercado doméstico. Segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC), em dez anos, o consumo brasileiro subiu em 49%. Hoje, 40% da safra é destinada para o consumo doméstico e, segundo a entidade, 95% da população com mais de 15 anos afirma tomar pelo menos um cafezinho por dia.

Tradicionalmente, o café tem sido uma bebida preferida nos países europeus e nas Américas. Mas até o século 18 seu consumo se limitada aos países islâmicos. O comércio europeu mudou o mapa do consumo e da produção. Hoje, o País controla 32% do mercado mundial. Para superar os Estados Unidos como maior consumidor, o Brasil precisa atingir 21 milhões de sacas de café por ano, o que a Abic acredita que ocorra em dois anos. Um dos motivos para a expansão do consumo é o aumento da renda.

Mas a maior variedade de grãos e de produtos também tem sido considerada como fundamental para a expansão. O consumo brasileiro em alta deve ainda contribuir para a elevação dos preços internacionais do café. Segundo a consultoria Macquarie Research, a safra de arábica no Brasil em 2010 deve chegar entre 50 e 52 milhões de sacas. Um temor é a chuva nos primeiros meses de 2010, com o potencial de atrapalhar a produção final. No restante da América Latina, a produção também tem enfrentado problemas. Em nove países da região - excluindo o Brasil - a safra já foi 28% menor entre outubro de 2009 e janeiro de 2010 que no mesmo período em 2008. Só na Colômbia, a produção despencou 33%.

 

 

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