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Mercado de Café – Comentário Semanal - de 22 a 26 de março de 2010‏

 

postado em 30/03/2010 | Há 7 anos

de 22 a 26 de março de 2010  
 
CAFÉ FAZ PERFORMANCE SOLO


Aprovado o pacote de ajuda à Grécia! Porém com a ajuda dos Estados Unidos e Japão, digo, FMI.

O chefe do Banco Central Europeu (BCE) disse que um plano incluindo países ou entidades fora da zona do euro seria “muito, muito mal”, mas quando a proposta foi aceita ele tentou mudar o discurso.

Na sequência, ou melhor dois dias antes, a Fitch (agência de risco), abaixou a classificação dos títulos da dívida de Portugal.

A Grécia foi café pequeno, e Portugal não é o pior pesadelo, o medo mesmo é da Espanha.

Diz-se que a Grécia foi o equivalente à quebra do Bear Sterns, e que a Espanha seria o “Lehman Brothers”.

Credo!

A falta da capacidade política(só?) da União Européia em salvar a Grécia custa caro para o Euro, e deve causar uma depreciação ainda maior da moeda (seria esta a intenção?).

Com o dólar americano firmando, o carry-trade causa oscilações em tudo quanto é lado, e o real brasileiro não fica isento.

Os índices de commodities tiveram mais uma semana de queda, com o açúcar liderando o bloco dos perderores com 8.80%. No outro extremo o café foi o destaque de valorização, subindo 4.26%.

Alguns fundos que estavam vendidos na ICE perderam a paciência com suas posições, e resolveram cobrir uma parte. Outros fundos decidiram ir “long” (comprado) no mercado e com isso expandiu-se o “teto” de negociação de 135.00 para 137.45 – que é uma forte resistência.

As origens agradeceram , e não só pela subida dos preços do terminal, mas também pela valorização do câmbio.

Londres teve uma participação significativa em ajudar Nova Iorque, já que os fundos na LIFFE tem uma posição vendida de quase metade do total da posição em aberto (descontando os estoques certificados), além de ter circulado no mercado alguns rumores de default de exportadores vietnamitas.

Com a alta dos preços, a indústria aproveitou para comprar um pouco de físico, sobretudo o robusta.

Nos países produtores melhorou o fluxo de negócios, mas parece que no FOB a demanda arrefeceu, causando inclusive um barateamento do diferencial do café colombiano.

A volatilidade ímplicita das opções fechou a semana praticamente inalterada, mas na quinta-feira (dia da alta maior) o fechamento foi 3% mais alto do que o dia anterior. Nota-se que bastante proteção de preços para altas estão sendo compradoas no mercado, fato que pode diminuir um pouco o susto de quem está vendido.

O momento para alta continua favorável, pelo menos por algumas semanas.

Resta saber se os fundos vão continuar comprando, o torrador não está disposto de comprar os futuros nos níveis atuais.

O preço do “C” em euros ultrapassa mais uma vez a barreira de EUR 100.00 por libra, nível que normalmente tem muita dificuldade em se sustentar por muito tempo.

Em reais, NY está no maior preço desde janeiro, R$ 255.00 por libra.

Produtores devem aproveitar o momento para comprar proteçao de preço de baixa.

Tenham uma ótima semana e muito bons negócios.
Rodrigo Costa*
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting


 

 

 

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