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Produtores de Alta Floresta DOeste-RO aprendem sobre qualidade do café

 

postado em 30/03/2010 | Há 8 anos

Folha de Rondônia

AGROPECUARIA
30/03/2010
 
Produtores de Alta Floresta aprendem sobre qualidade do café
Técnico da Emater realiza cursos sobre qualidade do grão, que é a arma principal para alcançar o maior preço do produto
 
“O preço do café não caiu, o que caiu foi a qualidade do grão”, quem afirma isso é o assistente técnico da Emater, especialista em mercado de café, Benedito Alves.

De acordo com Alves o preço se matem em torno de R$ 150 FOB, ou seja preço livre de frete e seguro, para o café tipo 7 (160 defeitos com tolerância até 200 defeitos), coloração homogênea e isenta de fermentação, geralmente para os cafés da safra 2009.

Conforme a variação de defeitos e aspectos os preços podem diminuir girando em torno de R$ 130 a R$140 a saca de 60 quilos. “Os café colhidos em 2010, que chegam a 1%, apresentam alto índice de grãos verdes, os quais fermentam e tornam-se ardidos, passando de 800 defeitos e totalmente desclassificados”, comenta o técnico.

Benedito Alves ressalta que o secretário de agricultura Carlos Magno dá prioridade na qualidade da produção de café do Estado e apóia os trabalhos para a melhoria do produto, que a Emater realiza com os cafeicultores, focando sempre a qualidade do grão e a comercialização.

Família de cafeicultores é exemplo
Nos últimos dias 23 e 24, o técnico Benedito Alves, ministrou palestra sobre café na Linha 65, Km 23 para a Associação Serrano de Alta Floresta e visitou lavouras acompanhado do presidente da Associação Asprube, Pedro Celestino, e do extencionista Alcides.

Segundo Benedito a propriedade do agricultor João Francisco Nogueira, com 52 hectares, é produzido em torno de 1.700 sacas de café com qualidade, conforme Manuel Nogueira, um dos filhos do proprietário. De acordo com o técnico toda a família, soma mais de 20 e conduzem todos os procedimentos do café até o armazenamento. A principal fonte de renda da família é o café, porém na propriedade é produzido feijão, hortaliças, milho e arroz.

Com as orientações do técnico, referente a comercialização direta com exportadores ou industrias de torrefação, a família do agricultor João Francisco pretende adquirir uma renda ainda maior este ano. “O destaque fica para a lavoura cafeeira com 52 hectares que gera 20 empregos na própria família”, diz o técnico.

Segundo Bendito Alves os cursos sobre qualidade de café continuam nos próximos dias 7, 8 e 9 próximos para os produtores de São Felipe, organizado pela Emater local.

 

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