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REGIÃO ASSINA COOPERAÇÃO TÉCNICA DE PROGRAMA DE CAFÉ DE QUALIDADE.

 

postado em 27/03/2010 | Há 7 anos

26/03/2010

Informar a qualidade do café que está sendo comercializado, permitir a identificação do tipo de grão utilizado por cada marca e garantir ao consumidor a escolha do sabor e o aroma que mais o agradam. Este é o objetivo do Programa de Qualidade do Café, que vai reunir todas essas informações em apenas um ‘símbolo’ estampado nas embalagens do café ofertado no comércio capixaba.

Na última terça-feira, o Termo de Cooperação Técnica para a implantação do PQC (Programa de Qualidade do Café) foi assinado por diversas organizações que representam os setores de produção, beneficiamento e comercialização do café no Espírito Santo.

O encontro foi desenvolvido no auditório da Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo) e contou com as presenças do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca, Enio Bergoli; do presidente do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), Evair Vieira de Melo; do diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz; do presidente do CCCV (Centro do Comércio do Café de Vitória), Marcelo Netto; do presidente da Findes, Lucas Izoton; do presidente do Sincafé (Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo), Egídio Malanquini, de deputados estaduais, prefeitos municipais e outras autoridades do setor.

O programa foi criado pela Abic para ampliar, continuamente, o consumo do café no Brasil, através da oferta de cafés diversificados e garantindo boas práticas nos processos de fabricação.

A classificação no PQC é obtida através de auditorias nas instalações, que consiste na avaliação de itens como infra-estrutura, processos de compra, armazenamento e blendagem, e análises químicas e de degustação. “O Programa de Qualidade da Abic é muito importante para todos os elos da cadeia produtiva do café. Ele aumenta o patamar da qualidade do produto, proporciona melhor remuneração aos produtores que primarem pela qualidade da produção e coloca à disposição do consumidor uma bebida diferenciada”, destaca o secretário Enio Bergoli.

O diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, falou sobre a classificação do café. “São três níveis de qualidade de café definidos em uma escala de valores de zero a dez, feita por provadores classificados e treinados para atribuir a nota ao produto. Dentre os aspectos analisados estão: sabor, aroma, corpo do café, gosto prolongado na boca, tudo o que o consumidor sente ao tomar o café que lhe agrada”, apontou. O presidente do Sincafé, Egídio Malanquini, afirmou que os produtores não terão grande impacto financeiro. “A partir do momento que eles produzirem a partir dos padrões da Abic haverá um aumento no custo/benefício fantástico em decorrência do aumento do valor agregado à saca do café produzida”, explicou.

A análise química identifica sete características do produto: bebida (rio, dura ou mole), sabor (suave ou intenso), corpo (leve ou encorpado), aroma (suave ou intenso), tipo de café (arábica ou conillon), moagem e torrefação. Dependendo do desempenho obtido nos testes, o café pode ser classificado em: não recomendável para o consumo, tradicional, superior e gourmet. O novo ‘símbolo’ estampado na embalagem do café terá as seguintes definições: Tradicional, Superior e Gourmet.

Para definição de cada produto, a bebida será preliminarmente avaliada por provadores especializados que dão nota de qualidade, de zero a dez, para cada café, respeitando as escalas: De 0 a 4,5 – Não Recomendável; De 4,5 a 5,9 –Tradicional, do dia a dia, qualidade recomendável, custo acessível; De 6,0 a 7,2 – Superior, qualidade boa, maior valor agregado, sabor mais acentuado; De 7,3 a 10 – Gourmet – alta qualidade, excelente e exclusivo, sabor refinado, aroma intenso e envolvente, mais valor agregado.

 

 

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