Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - mercado cafeeiro finalizou as operações nesta quinta-feira com valorização

 

postado em 25/03/2010 | Há 7 anos


 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 290,00 R$ 280,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 290,00 R$ 280,00 Maio/2010 137,00 +2,70
Alta Paulista/Paranaense R$ 280,00 R$ 270,00 Julho/2010 138,60 +2,65
Cerrado R$ 295,00 R$ 285,00 Setembro/2010 140,00 +2,60
Bahiano R$ 280,00 R$ 270,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 225,00 R$ 220,00 Maio/2010 170,30 +3,50
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 235,00 R$ 230,00 Setembro/2010 161,65 +2,45
Dólar Comercial: R$ 1,8090 Dezembro/2010 164,00 +2,00

O mercado cafeeiro finalizou as operações nesta quinta-feira com valorização, a posição maio em N.Y. atingiu na máxima do dia + 3,15 pontos finalizando com +2,70 pts.  Operações de hedge e vendas de produtores nas máximas limitaram os ganhos, mas não antes que especuladores altistas e torrefadoras conduzissem o contrato maio para a maior cotação em sete semanas e meia, de 137,45 cents/lb. Mercado interno mostrou-se mais animado com um maior fluxo de negócios sendo concluídos.
 
O dólar comercial subiu 0,50% e fechou cotado a R$ 1,8090. Enquanto digere as medidas anunciadas na noite de ontem pelo Banco Central para desburocratizar e modernizar as operações de câmbio, o investidor aproveitou o ambiente hostil no exterior para ordens de compra da moeda norte-americana. Há quem acredite que a expectativa de maior fluxo com as medidas liberalizantes de ontem também possa ter contribuído. O BC voltou a comprar dólares em leilão hoje e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,8026.
As atenções estiveram voltadas para o início da reunião de cúpula da União Europeia sobre a Grécia, que dura até a sexta-feira. A França e a Alemanha chegaram a um acordo sobre um plano de financiamento para ajudar a Grécia, que irá envolver os estados-membros da União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou a presidência da França nesta quinta-feira.
 
O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, alertou nesta quarta-feira para o que considera `empobrecimento` do setor. Segundo ele, os preços do produto subiram, em média, 35% nos últimos 15 anos, enquanto o valor da cesta básica avançou cerca de 300% no período. \"O quilo do café está em R$ 10,00, em média, faz cerca de 4 anos, como reflexo da realidade do setor de produção, onde as cotações também não sobem\", afirmou Nathan. De acordo com representante da indústria, cerca de 60% do custo de produção do café torrado e moído é com matéria-prima. No entanto, segundo ele, falta ao campo condições para valorizar o grão, que está depreciado. O res ultado é que \"os cafeicultores discutem o endividamento do setor, transferindo o problema de perda de valor da matéria-prima para a indústria\", explicou. 

Conforme Nathan, a indústria tem estimulado a oferta de grãos de melhor qualidade, com maior valor agregado, para tentar \"recuperar a rentabilidade\". Além disso, o setor reivindica a retomada dos leilões dos estoques oficiais, com prazo de pagamento de 18 meses. Estima-se que o governo tenha em mãos cerca de 480 mil sacas, além de outras 180 mil sacas do plano de retenção, de 2000. A indústria sugere, ainda, a venda dos café dos contratos de opção pública, lançados no ano passado. A Abic pede também que seja mantido em 2010 o volume de recursos da ordem de R$ 300 milhões da linha de Financiamento para Aquisição de Café (FAC), oferecida no ano passado, c om juros de 6,75% ao ano. O setor espera, ainda, que no próximo mês seja liberada Linha Especial de Crédito (LEC). Com esses medidas, Nathan acredita que \"a indústria terá condições para tomar fôlego. Caso contrário, vai submergir.\"

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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