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FENICAFÉ: Campo experimental Izidoro Bronzi é inaugurado oficialmente

Cafeicultores do cerrado mineiro apostam em pesquisas para aprimorar a produção

 

postado em 25/03/2010 | Há 7 anos

Lilian Rodrigues

Os cafeicultores da região do cerrado Mineiro estão investindo em pesquisa para renovar os cafezais. Para realização destes estudos, a Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) inaugurou oficialmente nesta quinta-feira (25), durante a programação da Fenicafé 2010, o Campo Experimental Izidoro Bronzi. O Campo Experimental fica em uma área arrendada pela ACA e teve suas atividades iniciadas em agosto de 2009. Segundo o presidente da Associação Araguarina, Nivaldo Souza Ribeiro, o Campo foi implantado com o objetivo de fomentar pesquisas nas diversas áreas da cafeicultura, com ênfase nos trabalhos de irrigação, tratos nutricionais, tratos fitossanitários e culturais, além do melhoramento genético e qualidade do café.

Desenvolvido em parceria com a Fundação Procafé, Ministério da Agricultura, Universidade de Uberaba e Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café. O Campo ocupa uma área de 5 hectares, abrigando 30 trabalhos experimentais envolvendo pesquisas técnicas de irrigação, nutrição, podas, fisiologia, vegetal, variedades, defensivos agrícolas, dentre outros. 

“Já estava na hora de investir em descobertas de novos rumos para a cafeicultura na região de Araguari. Produção que é referência quando se fala em tecnificação”, afirma ribeiro.

O mercado descobriu a região na década de 80, e agora, a média de idade dos cafezais já passa dos 25 anos. O caminho está na pesquisa. Na área removida, o preparo do solo vai servir para formar um cafezal diversificado com 38 variedades, distintos tratos culturais e posições de plantio.  Em outra parte,  um cafezal que já tem oito anos de idade, as empresas fazem parceria com os cafeicultores para testar produtos.

A adubação também entra nos testes, de diferentes formas: do químico ao orgânico. As podas entram no planejamento, na hora de revitalizar o cafezal. Mas qual seria o melhor método: corte total, parcial, com ramas antigas, ou esqueletado? No campo experimental, as técnicas, lado a lado, para que os cafeicultores possam recolher resultados, e aplicar na prática os novos rumos para a cafeicultura do cerrado.

“Sem dúvida é com orgulho que apresentamos à comunidade cafeeira do cerrado o nosso Campo Experimental, cientes de que no mesmo serão geradas informações técnico-cientifícas que possibilitarão a criação de indicadores fundamentais para a cafeicultura local, regional e nacional”, finaliza. O Campo Experimental recebeu o nome de Izidoro Bronzi em homenagem ao pai do produtor rural, Ségio Bronzi, proprietário da terra arrendada para a implantação do campo de pesquisa. A feira, que segue até sexta-feira (26), no Pica-Pau Country Clube. A feira é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br.

 

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