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Dólar sobe 0,66% a R$ 1,822, mas mantém piso "psicológico"

 

postado em 23/02/2010 | Há 8 anos

Embora com menos intensidade, perduram as preocupações com as questões fiscais na Grécia e outros países na região da zona do euro.

22 de fevereiro de 2010 - O dólar comercial segue em alta nesta terça-feira, impulsionado pela desvalorização das principais moedas europeias e queda das commodities. Embora com menos intensidade, perduram as preocupações com as questões fiscais na Grécia e outros países na região da zona do euro.

"Moedas na zona do euro e adjacências perdem contra o dólar com expectativa de crescimento menor em relação aos Estados Unidos e dúvidas sobre a questão fiscal", afirma um economista. No interbancário, há pouco, o dólar subia 0,66%, a R$ 1,820 na compra e R$ 1,822 na venda.

Com uma agenda bastante intensa, o mercado cambial monitorou nesta terça-feira que a conta corrente brasileira ficou deficitária em US$ 3,8 bilhões no primeiro mês deste ano, o que presenta uma redução 35,6% em relação a dezembro de 2009. Em janeiro do ano passado, o déficit era de US$ 2,763 bilhões.

Nos últimos 12 meses, as transações correntes ficaram negativas em US$ 25 bilhões, o equivalente a 1,56% do Produto Interno Bruto (PIB). Já a entrada de investimento estrangeiros diretos (IED) no Brasil somou US$ 789 milhões em janeiro, segundo o Banco Central (BC). No primeiro mês de 2009, houve recebimento de US$ 1,930 bilhão e, em 12 meses, US$ 24,808 bilhões, o que representa 1,52% do PIB dolarizado.

Apesar de acumular alta de 3,84% no ano, os especialistas dizem que a marca de R$ 1,80 passou a ser um "piso psicológico" para o dólar e que, dependendo do setor externo, o cenário pode mudar.

Lá fora, os investidores acompanharam a piora na expectativa empresarial alemã em fevereiro para 95,2 pontos em comparação com janeiro, representando a primeira queda em dez meses.

Nos Estados Unidos, as preocupações com os negócios e o mercado de trabalho fizeram com que a confiança do consumidor caísse acentuadamente em fevereiro. Segundo o Conference Board, o índice caiu de 56,5 pontos em janeiro para 46 pontos em fevereiro. O número também ficou bem abaixo das expectativas que apontavam para 54,8 pontos.

(Priscila Dadona - www.ultimoinstante.com.br)

 

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